Grupo de Contacto Internacional para a Venezuela pede retoma do diálogo

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O Grupo de Contacto Internacional para a Venezuela (GIC) pediu hoje ao Governo de Nicolás Maduro e à oposição venezuelana que retome o diálogo no México, o qual está suspenso desde outubro.

«O Grupo de Contacto Internacional insta todas as partes das negociações abrangentes, lideradas pelos venezuelanos, a retomar o diálogo no México e agir de boa-fé em benefício do povo venezuelano», refere o GIC em comunicado, após uma reunião de alto nível realizada na sexta-feira por videoconferência.

O Governo venezuelano e a oposição concordaram com a mesa de negociações no México em agosto de 2021, mas as conversações estão suspensas desde outubro, após a extradição para os Estados Unidos do empresário colombiano Álex Saab, alegada figura importante muito próxima do Presidente Nicolás Maduro.

«A única saída para a crise pela qual a Venezuela está a atravessar é a negociação política, liderada pelos próprios venezuelanos, que leva à realização de eleições credíveis, inclusivas e transparentes a todos os níveis, incluindo a presidencial», indica o comunicado do GIC assinado pela Alemanha, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, França, Itália, Holanda, Panamá, Portugal, República Dominicana, Suécia, União Europeia (UE) e Uruguai.

O GIC discutiu na sexta-feira a situação na Venezuela após as eleições regionais e municipais de 21 de novembro e as tentativas de um movimento ligado à oposição de efetuar um referendo para destituir Maduro.

O GIC também abordou o recente relatório da Missão de Observação Eleitoral que a UE enviou às eleições realizadas em novembro, que sublinha «poder contribuir para a busca de uma solução pacífica e democrática para a crise na Venezuela e que as suas recomendações sobre eventuais reformas podem ajudar a melhorar futuros processos eleitorais».

Nesta linha, os países do GIC consideraram que «uma reforma abrangente do sistema judicial é uma oportunidade para reforçar a igualdade de condições e a imparcialidade em futuras eleições» na Venezuela.

Além disso, exigiram «pleno respeito pelos direitos políticos e a integridade física dos ativistas políticos e civis, incluindo jornalistas» na Venezuela e pediram às autoridades venezuelanas que permitissem a entrada do Grupo de Trabalho de Assistência Humanitária GIC naquele país da América Latina.

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