Grupo de Contacto Internacional preocupado com a crise na Venezuela

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Lusa

O Grupo de Contato Internacional (GCI), do qual Portugal faz parte, apelou aos venezuelanos para que, «com urgência e de boa-fé», avancem numa solução para a crise «profunda» no país.

«Os membros do GCI reiteram a sua preocupação com a situação na Venezuela e apelam aos atores políticos e à sociedade civil para que avancem urgentemente e de boa-fé para resolver a profunda crise política, económica e social que afeta o país e toda a região», explica-se no comunicado.

No documento, publicado na página da internet da delegação da União Europeia na Venezuela, reitera-se que «a única saída para a crise é a negociação política e o estabelecimento urgente de um diálogo inclusivo conduzido pelos próprios venezuelanos que conduza a eleições credíveis, livres e transparentes, em conformidade com as disposições constitucionais e legais» do país.

O GCI fez ainda um apelo «à unidade das forças democráticas da oposição», pois «uma saída para a crise exige compromissos difíceis e uma ampla concertação para conseguir uma transição à democracia, a estabilidade e a prosperidade».

Por outro lado, instaram o governo do Presidente Nicolás Maduro «a garantir os direitos civis e políticos, a liberdade e a segurança de todos os atores políticos, e a libertação de todos os presos políticos, incluindo os que se encontram em situação de prisão domiciliária, bem como o fim da intimidação contra os atores políticos e a sociedade civil».

No comunicado, os membros do GCI disseram apoiar «a criação de um escritório permanente do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Venezuela».

Perante a convocatória das próximas eleições regionais e locais, previstas para 21 de novembro na Venezuela, «urge continuar a dar passos para que as condições eleitorais cumpram com os padrões democráticos próprios de eleições livres, justas e transparentes».

«O GCI chama os parceiros regionais e internacionais para que deem uma resposta comum à situação na Venezuela, em particular apoiando um processo de negociação», explica-se.

O Grupo de Contato Internacional é composto pela Argentina, Costa Rica, República Dominicana, Equador, União Europeia, França, Alemanha, Itália, Holanda Panamá, Portugal, Espanha, Suécia, Inglaterra e Uruguai.

A crise política, económica e social venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, quando o então presidente do parlamento, Juan Guaidó, jurou publicamente assumir as funções de presidente interino da Venezuela, até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas no país.

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