Altatribuna: «Há madeira que não agarram o verniz»

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Tenho que admitir que a experiência é um dos recursos que nos permitem encontrar o caminho quando estamos perdidos. E quando isto nos ocorre jamais nos desviamos muito longe dele como quando acreditávamos conhecer esse caminho. A estas alturas da vida, não tenho ideia do que se tem de fazer para não continuar a cometer erros e aprender com as lições. Ainda continuo a acreditar nas pessoas. E nas suas palavras. Creio na bondade. No agradecimento. No compromisso. É uma debilidade que continuo tendo. Recuso deixar-me cair na tentação de não ser autêntico e gentil com quem, de uma ou de outra maneira fez algo por mim. Que me estendeu a mão. Creio que não é suficiente dizer: “Agradeço-te”. Haveria que perguntar-lhes: De que maneira te agradeces? Explica-me. Como? Creio que há que demonstrá-lo com acções reais. Com factos. Neste país em que se perderam muitos valores, é uma bênção encontrar gente que, sem nenhum interesse, ainda os mantém. Acredito nisto. Permitir que alguém com valores se distancie de nós é um desperdício. Uma péssima decisão. Sobretudo se na prática aquelas pessoas já o demonstraram várias vezes. Que nos auxiliaram, que nos deram ajuda. Estiveram ali, do nosso lado, na hora dos momentos não tão agradáveis. Poderia soar irreal ou fantástico tocar no tema mas como titulei este artigo: Há madeiras que não agarram os verniz. Extrapolando-o: Há gente que nunca aprende. Apesar de que parece que sim. Para o comprovar apenas há que “dar-lhes um pouco de corda”, dar-lhes a oportunidade de ver o que irão fazer quando se lhes apresenta essa oportunidade em que temos de os ter “onde estão”. Até onde podem enfrentar uma situação difusa? Simplesmente para observar até onde são capazes de chegar. É triste e doloroso descobrir muitas vezes que nos temos estado a enganar, porque simplesmente tudo foi produto de uma breve fantasia, uma ilusão.

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