Iberia é alternativa à TAP

Madeira admite negociar com novas companhias ligação aérea com a Venezuela

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Ricardo Miguel Oliveira, em Caracas
DN MADEIRA

A Iberia poderá ser a solução na ligação aérea entre a Venezuela e a Madeira se as conversações com a administração da TAP não resultarem.

O presidente do Governo Regional lembrou que, num mercado livre, os problemas exigem que sejam trabalhadas soluções alternativas, admitindo diálogo com outras companhias aéreas, tendo em vista a captação de um serviço de qualidade e a bom preço numa rota aérea que tem procura, mas peca por falta de oferta.

Região recusa ser refém
Durante a conferência ‘A Madeira do futuro’ que decorreu, na segunda-feira, 8 de Novembro, em Caracas e que mobilizou dezenas de investidores luso-venezuelanos, o DIÁRIO constatou a haver empenho do governo madeirense em ultrapassar este condicionalismo à atractividade do destino.

O director executivo da Associação de Promoção da Madeira, Roberto Santa Clara, admite aproveitar o potencial turístico da diáspora com mais oferta de transporte aéreo à partida, quer de Caracas, como de Boston e de Joanesburgo. Há vontade que a TAP tenha preferência, mas também a certeza que “a Região não será refém” dessa opção, pelo que a Iberia é uma forte hipótese.

“A Iberia já voa para a Madeira no Verão através de Madrid, voa diariamente de Caracas para Madrid e naturalmente que se a ligação à Madeira for competitiva e se for prolongada durante todo o ano, julgo que é uma boa alternativa para os nossos emigrantes na Venezuela poderem visitar a Madeira”, refere Roberto Santa Clara, admitindo que os contactos ainda são embrionários.

O executivo liderado por Miguel Albuquerque terá em breve uma reunião com a administração da TAP e uma das questões em cima da mesa é a contestação à linha de Caracas. Se falharem alternativas para melhorar o serviço e sobretudo para que haja preços mais acessíveis na comunidade, entram em cena novos operadores.
O processo será idêntico ao que envolve a Everjets nas rotas entre Funchal, Lisboa e Porto, e que pode ser replicado na ligação com África do Sul, “onde também temos uma comunidade muito grande e não há ligações nem a Lisboa nem à Madeira”.

Albuquerque disponibiliza todas as condições de operacionalidade no aeroporto do Funchal e inclusive a possibilidade de fazer promoção através da própria companhia.

Queixas são frequentes
Muitos dos 600 mil portugueses que residem na Venezuela até gostavam de ser turistas mais frequentes do destino Madeira. Mas sem transporte aéreo “a preço justo”, comodidade e regularidade tudo fica mais difícil.

As críticas à TAP são frequentes. Para além das dificuldades em obter voos directos com a Região, ou lugares na oferta disponível, os portugueses radicados na Venezuela queixam-se de que o preço de uma viagem entre Caracas e Lisboa (com ligação à Madeira), pode chegar aos 2 mil euros, quando em sentido contrário ronda os 500 euros.

Devido ao actual sistema de controlo cambial, que vigora desde 2003 na Venezuela, as companhias aéreas limitaram a venda de passagens em bolívares, obrigando os passageiros a recorrer ao uso de cartões de crédito de bancos estrangeiros, aos quais nem todos os portugueses têm acesso.

Rentabilidade no Turismo cresce 11%
O Turismo está pujante e com peso acrescido na economia regional. Os indicadores revelados por Roberto Santa Clara falam por si, sobretudo na rentabilidade por quarto, que cresce 11% até Agosto para 42 euros.
O facto de ter um bom produto, que se vende bem, com posição geoestratégica a 3 horas do centro da Europa, levará a que conquiste este ano 2,5 milhões de passageiros que será recorde no aeroporto da Madeira.

Numa Região com 225 hotéis, 18% dos quais de 5 estrelas, pontificam actividades diversas que fazem com que o Turismo represente entre 21a 24% do PIB.

A sexta melhor ilha do mundo e a segunda da Europa, segundo o TripAdvisor, revela-se dinâmica e a crescer 5% em hóspedes e dormidas. Uma procura que rende 85% de ocupação.

Os valores podem crescer. Os 8,4 milhões de euros para a promoção destinam-se a reactivar a marca Madeira, de modo a que seja destino de férias de todo ano e assim aumentar os benefícios totais.

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