Instituto Português de Cultura comemorara Revolução dos Cravos com um evento público numa praça de Caracas

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O Instituto Português de Cultura (IPC) vai comemorar o 50.º aniversário da Revolução dos Cravos numa praça pública de Caracas, iniciativa que além de assinalar a efeméride tem o objetivo de reforçar as relações entre Portugal e a Venezuela.

“É uma data histórica que o IPC entende que deve ser celebrada. (…) Entendemos que por ser uma data que goza de simpatia do Governo venezuelano pode ser um momento para reforçar o bom relacionamento, essa união entre Portugal e Venezuela”, disse à Lusa o presidente do Instituto Português de Cultura.

O ato terá lugar na Praça de Los Palos Grandes, Chacao, no leste de Caracas, no dia 25 de abril ao final da tarde [noite em Lisboa] e além de uma exposição fotográfica e dos atos protocolares, vai ser exibido um documentário com as imagens mais emblemáticas do 25 de Abril.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Campos Topa sublinhou que além do contexto histórico, na Venezuela vivem também centenas de milhares de portugueses, que têm uma relação importante com os venezuelanos e que servem também de base para o relacionamento entre ambos Governos (Lisboa e Caracas).

Por outro lado, assinalou, “a ideia é também dar a conhecer aos venezuelanos em geral, aquelas coisas que talvez não são tão visíveis ou tão conhecidas da Revolução dos Cravos”.

“Porque o 25 de Abril foi uma madrugada, apenas foi um dia, mas se entendeu depois no tempo, e hoje em dia tem uma vigência muito grande”, disse.

O presidente do IPC vincou ainda que “a democracia, com as suas debilidades, é preciso sempre trabalhá-la e defendê-la (…) sem entrar em contextos políticos essa é uma mensagem também muito grande que se dá ao povo venezuelano de que temos que defendê-la e que o 25 de Abril levou a democracia ao povo português”.

Fernando Campos, insistiu que a Revolução dos Cravos fez sair Portugal de uma longa ditadura, deu abertura e liberdade a um país que estava muito fechado entre si mesmo.

“Foi uma revolução pacífica, que foi exemplo para o mundo, e nós queremos levar isso aos venezuelanos, assinalar essa data importantíssima para Portugal”, sublinhou.

No seu entender, “a grande maioria das pessoas está consciente da importância do 25 de Abril e entende que levou progresso a Portugal e especificamente à comunidade da ilha da Madeira, que estava então ainda mais fechada ao mundo”.

A exposição e o documentário vão ser depois exibidos no Centro Marítimo da Venezuela, no Lar Padre Joaquim Ferreira e na cidade de Clarines, no estado venezuelano de Anzoátegui (245 quilómetros a leste da capital), “para que as pessoas, em particular as novas gerações, vejam o que foi uma revolução civil e comunitária e o impacto importante que teve para o futuro de Portugal”.

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