Juan Barreto pede a Nicolás Maduro para que trabalhe com a oposição

"A Assembleia Nacional que virá, tem a bola do seu lado, eles [opositores-] têm a iniciativa política que o Governo perdeu", avisou

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CORREIO/LUSA

O político luso-descendente Juan Barreto pediu ao Presidente Nicolás Maduro, no passado 11 de Dezembro, para que trabalhe em conjunto com a oposição, que obteve uma maioria parlamentar no “6D”, para solucionar a crise económica e social venezuelana.

«A Assembleia Nacional que virá, tem a bola do seu lado, eles [opositores-] têm a iniciativa política que o Governo perdeu», disse, aludindo à derrota do PSUV nas eleições parlamentares.
Juan Barreto, de 56 anos, é actualmente coordenador da Redes, um das organizações que fazem parte do Grande Pólo Patriótico, assim como o Partido Socialista Unido da Venezuela (o partido do Governo), do qual foi deputado.

Político de profissão, jornalista e sociólogo, Barreto presidiu ao Distrito Metropolitano de Caracas entre 2004 e 2008.

Em declarações ao canal privado de notícias Globovisión, o luso-venezuelano pediu ainda ao Presidente Nicolás Maduro, que «deixe o povo governar» e que reconheça que o próximo ano será bastante complicado para os venezuelanos, porque não haverá suficientes recursos (dólares), porque o preço do petróleo estará «baixinho».

«Não duvido que ao Presidente Maduro lhe tocou uma situação difícil mas o que sugiro, humildemente, é que tem que falar claro com o povo, que lhe diga que o ano que vem será duro», disse questionando se num processo revolucionário se ocultaria do povo que há problemas.

«Há que dar poder directo ao povo, que se subordine, que mande obedecendo. A revolução tem que ser revolução e sê-lo-á dando poder ao povo», frisou.

Juan Barreto disse ainda que o canal estatal Venezuelana de Televisão (VTV) deve deixar de transmitir só o que dizem os ministros, deve «sair à rua, reportar os problemas» dos venezuelanos, as manifestações por falta de água ou das pessoas que têm que fazer longas filas para comprar fraldas e outros produtos que escasseiam no mercado local.

Por outro lado pediu ainda que se realize uma auditoria à empresa estatal Petróleos da Venezuela SA, que seja reestruturada a Federação Bolivariana de Trabalhadores e que o Ministério do Trabalho passe para as mãos de uma comissão de trabalhadores.

A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática obteve, nas eleições de domingo passado, a primeira vitória em 16 anos, conseguindo 112 dos 167 lugares que compõem o parlamento, uma maioria de dois terços que lhe confere amplos poderes e marca uma viragem história contra o «chavismo».

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