Lares: Um compromisso contínuo com os mais velhos

As Casas Lares nasceram para apoiar os idosos da comunidade portuguesa que não têm outra forma de ajuda.

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A solidariedade pode ser demonstrada de muitas formas, e uma delas é a atenção a pessoas de idade avançada e com necessidades especiais. É isso que faz o Lar Padre Joaquim Ferreira, que encerra o ano com um balanço positivo, com múltiplas e animadas actividades realizadas em benefício dos ‘avôs’ portugueses na Venezuela.

O lar honra, assim, a causa pelo qual foi fundado: “Por um compromisso de ajudar os nossos anciãos e impedidos, irmãos mais necessitados e filhos da mesma Pátria”. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos que tem o nome de um sacerdote exemplar e que se organiza sob a tutela da Sociedade Beneficência de Damas Portuguesas, com a colaboração de diversas comissões: Pró lar, Coordenadora, Técnica e Consultiva.

A estrutura física do lar “consta de una área de 16.000 m2 dos quais, 5.000 m2 são de construção, e encontra-se situado na urbanização Los Anaucos Norte, linda zona verde com clima de montanha da cidade capital, e tem capacidade para 100 idosos” . Mas para além das características destas modernas instalações, o mais importante é a atenção dada aos internos, desde o serviço médico, farmacêutico e odontológico , assim como fisioterapia, serviço de lavandaria, sala de jogos, biblioteca, e ainda outras “actividades recreativas e sociais, assim como uma bela capela para reconfortar o espírito”.

Em Maracay, há também uma instituição do género, chamada Lar Geriátrico Luso-Venezuelano do Estado de Aragua, uma ideia que nasceu em 1995, “ao vermos o quão difícil era encontrar compatriotas que vieram para este país e que por uma razão ou por outra, ficaram sós e sem recursos, considerando não ser justos julgá-los, já que é Deus que tem esse direito, e vendo que esta situação ia repetir-se com mais frequência, já que todos esses portugueses que chegaram nos anos 40 e 50 já tinham idades próximas dos 60 e dos 80 anos”, segundo o Lar.

Em 1996, diversos membros da comunidade portuguesa de Aragua reuniram-se para “constituir uma associação sem fins lucrativo, apolítica e de carácter benéfico, que desse apoio, assistência e abrigo a pessoas da terceira idade, pertencentes à nossa comunidade radicada no país, assim como aos seus descendentes e afins”.

O projecto recebeu uma ajuda do Governo português, nessa altura com Cavaco Silva, começando, assim, a construção da obra, e desde então tem funcionado em benefício dos idosos, sob a direcção de Nelson Coelho e com a colaboração dos membros da comunidade, da Academia do Bacalhau Maracay, da Academia da Espetada Maracay, do Comité de Damas do Lar Geriátrico Luso Venezuelano e inclusive de pessoas que não estão ligadas à comunidade.

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