“Levavam-me ao estádio quando ainda estava na barriga da minha mãe”

Magnalis Tavares, directora da Maggs Producciones, licenciou-se em Comunicação Social pela UCAB em 2005

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Magnalis é uma apaixonada pelo futebol

Magnalis Tavares fez do futebol uma forma de vida a através do periodismo. Aos 26 anos de idade, já esteve em diversos órgãos de comunicação, entre eles do CORREIO da Venezuela. Actualmente, é directora da Maggs Producciones, uma agência de assessoria e imagem para desportistas, e faz parte do staff de Triangulo Deportivo.

Nasceu em Caracas a 8 de Outubro de 1988. Fez a primária e o secundário no Colegio Santa Inmaculada de La Florida. É filha de Antonio Tavares, natural de Aveiro, Portugal, e de Consuelo Pérez, oriunda de Barranquilla, Colômbia.

Em 2005 iniciou os estudos de comunicação social na Universidade Católica Andrés Bello. “Custou-me muito a estatística. Mas terminei o curso em cinco anos. Essa casa de estudos representa muito para mim. No entanto, desfrutei muito dessa experiência, as amizades que me deixou, as vivências que me deixou, pelos amores e desamores que me deixou”, disse.

Na apresentação do Deportivo Petare para a temporada 2012-13

Aos 19 anos, começou a trabalhar na imprensa. O CORREIO foi o seu primeiro trabalho. “Tive um grupo de tarefa muito diferente do que está agora. Foi uma grata experiência para mim, já que me permitiu conhecer muitas pessoas do desporto porque eu estava cobrindo o futebol jovem. Entreguei-me muitíssimo e recordo esse meio com muito carinho”, relatou.

Também era coordenadora da Revista “Generaciones”, que foi um produto do Grupo Editorial CORREIO da Venezuela. “A minha passagem foi muito lindo porque cheguei a ser a coordenadora da revista. Tinha apenas 20 anos e tocou-me coordenar uma revista que saía uma vez por mês e possuía várias secções: Saúde, desporto, eventos, entre outras”, comentou.

Depois trabalhou na Sportplus (agora Canalplus) como produtora. “Estava encarregada da produção do noticiário quando se fazia no canal, no horário nocturno. Não era a minha área. O trabalho na televisão é enorme”, acrescentou.

“Na minha casa come-se o caldo verde e o bacalhau, do qual sou viciada”

Na Radio Deporte, viveu a sua primeira vivência na rádio. “Estive fazendo, por uns três ou quatro meses, um programa chamado “Con sabor a tribuna”, aos fins de semana. Fazia de tudo: Produção, locução, música, etc.”, descreveu.

A sua segunda casa: o Estádio Olímpico da UCV

Os seus primeiros passos na cobertura do futebol nacional foram dados com Futnaccs. “Arranquei aqui. Mas só fiz duas agendas. A José Otero devo muito. Estava finalizando uma especialização em jornalismo digital e chamou-me para fazer uma agenda. Na semana seguinte, entreguei a tese e na outra comecei no Deportivo Petare”, lembra.

A sua chegada a Petare foi peculiar. “Fiquei a saber pelo Jean Carlos De Abreu, que também trabalhou no Correio, que estavam procurando colaboradores em Petare, e que tinha falado de mim a Daniel De Oliveira, e enviei-lhe o meu currículo. Isso foi na segunda semana de Outubro. Chamaram-me e, após duas entrevistas, a 22 de Outubro, já estava cobrindo a primeira partida contra o Caroní. Nesse jogo, apresentaram-me Yubely Achury e ambas nos estreámos nesse dia. Compartimos o cargo, mas ela foi embora em Janeiro de 2011, uma semana depois de chegarmos da Copa Libertadores”, explicou.

O conjunto ‘paroquial’ foi uma das etapas mais importantes da sua vida. “Foi uma experiência muito gratificante. Ao Deportivo Petare devo os amigos que tenho, os clientes que tenho na Maggs. Os treinos e as concentrações durante todo esse tempo serviram-me muito porque aprendi muito acerca de mim mesma. O meu nome foi crescendo com a instituição, e foram muitos os projectos que desenvolvi ali e que são a minha carta de apresentação. Sinto que a minha etapa ali foi muito boa e produtiva”, confessou.

Mas na vida passa-se por várias etapas e ela sentia que necessitava de uma nova. “O ciclo acabou por causa das viagens. Perdes muitas coisas por estar entregue ao trabalho. Nunca faltei a uma concentração nem em Caracas nem fora. Ou seja, era todos os fins de semana seguindo a equipa e durante a semana, também. O teu corpo chega a um momento que te diz que precisa de mudar”, expressou.

Na sua graduação como comunicadora social da UCAB

Assim nasceu Maggs Producciones. “Um dia estava em Las Guacamayas, num dos treinos, e sento-me a falar com Andreutti e disse-lhe: “Não posso mais”. E ele disse-me: “Eu tão-pouco”. Disse-lhe que sentia que era o momento para sair da equipa e ele disse-me que era muito boa para as relações públicas e para tentar algo nesse ramo. Comecei a pensar e apercebi-me de que não havia uma empresa de assessoria em imagem, imprensa e relações públicas. Não há ninguém que faça algo como o faz a Maggs. Os futebolistas necessitam de falar melhor e desenvolver-se mais”, expôs.

Como todo o português, o seu pai chegou à Venezuela ainda jovem e para trabalhar arduamente. “Aos 18 anos, o meu pai veio fugido com uma vizinha da minha avó, depois de o meu avô ter falecido três meses antes. O seu primeiro trabalho foi numa padaria e a senhora tirou-lhe o passaporte para que pudesse trabalhar. Durou três anos para poder recupera-lo”, contou.

“Ao Deportivo Petare devo os amigos que tenho e os clientes que tenho na Maggs Producciones”

A comida é um dos costumes portuguesas que se mantém em casa. “O meu pai é um comilão, típico do lusitano. Na minha casa come-se o caldo verde e o bacalhau, do qual sou viciada. O meu pai faz pastéis de nata, não lhe correm bem mas tenta. E a minha mãe adaptou-se bastante bem”, confessou.

Com Simón Bardinet, fotógrafo do Deportivo Petare

O futebol corre nas suas veias. “Levavam-me ao estádio quando ainda estava na barriga da minha mãe, ver os jogos do Marítimo no Guido Blanco. Sempre que podem mostram-me as fotos. A minha mãe integrou-se bem. Na minha casa vê-se muito futebol e somos benfiquistas”, confessa, sorrindo.

 

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