Luís Figo defende FIFA “mais democrática”

“Há margem para melhorar”, defendeu Luís Figo, que apresentou as propostas da sua candidatura

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CORREIO/LUSA

O ex-futebolista internacional português e candidato a presidente da FIFA, Luís Figo, Bola de Ouro em 2000, apelou, terça-feira, 24 e Março, em Viena, a uma maior democratização do organismo que tutela o futebol mundial.

“Há margem para melhorar”, defendeu Luís Figo, que apresentou as propostas da sua candidatura à presidência da FIFA aos delegados que assistiram ao congresso da UEFA, que decorreu em Viena.

De entre os aspectos que Luís Figo sugere melhorar conta-se o investimento no futebol de formação e a democratização do organismo, explicando que as federações nacionais se deveriam envolver mais no processo de tomada de decisão.

“Sou candidato à presidência da FIFA pelo meu mais profundo desejo de melhorar a forma como o futebol é gerido”, defendeu Luís Figo, acrescentando que tem sido academicamente preparado para enfrentar este desafio.

Luís Figo, que pretende abrir o debate sobre o alargamento das selecções que disputam o Mundial, presentemente de 32, defendeu que quer devolver ao futebol um pouco do que a modalidade lhe deu.

“O futuro do futebol é o que me trouxe até aqui», disse Luís Figo, acrescentando que não irá fazer uma campanha baseada no descrédito dos outros candidatos, porque a eleição não é uma campanha contra ninguém em especial.

A 29 de Maio, em Zurique, o actual presidente da FIFA, Joseph Blatter, de 79 anos, irá apresentar-se a um quinto mandato à frente do órgão que tutela o futebol mundial.

“A FIFA não deveria depender de um presidente, isso não é saudável em nenhuma empresa ou organização”, defendeu Luís Figo, que apelou aos delegados presentes um maior envolvimento na vida da organização.

Os outros candidatos à presidência da FIFA são o príncipe jordano Ali bin Al-Hussein, um dos vice-presidentes da organização, e Michel van Praag, presidente da federação holandesa.

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No Salão da Fama do futebol mexicano

O ex-futebolista português Luís Figo, candidato à presidência da FIFA, foi uma das 11 personalidades eleitas para entrar para o Salão da Fama do futebol mexicano, numa lista anunciada na segunda-feira, 23 de Março.

Luís Figo, que jogou no Sporting, no FC Barcelona, no Real Madrid e no Inter de Milão, recebeu a Bola de Ouro em 2000 e o prémio da FIFA para melhor jogador de 2001.

Além de Luís Figo, fazem parte da quinta geração de figuras homenageadas pelo Salão da Fama do futebol mexicano o holandês Ruud Gullit, o argentino Daniel Passarella e o seleccionador espanhol, Vicente del Bosque.

Também seleccionado foi Alcides Ghiggia, que marcou o golo do triunfo do Uruguai na final do Mundial de 1950, frente ao anfitrião Brasil, além do ex-guarda-redes argentino e do húngaro Ladislao Kubala.

Do futebol mexicano, foram nomeados o avançado Luís García e os treinadores Víctor Manuel Vucetich e Enrique Meza, com a norte-americana Michelle Akers a ser a representante do futebol feminino.

No Salão da Fama mexicano estão alguns dos melhores jogadores e treinadores da história do futebol mundial, com destaque para o brasileiro Pelé e o argentino Diego Armando Maradona.

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