‘Lusíadas Com Uma Perna às Costas’ chegou a África

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A Companhia Teatro do Botão levou a cabo três espetáculos em África, um na África do Sul e dois na Namíbia sendo o último realizado fim de semana.24O primeiro espetáculo teve lugar no The Barnyhard Theatre, no complexo de Emperors Palace, Kempton Park, Ekurhuleni e os outros dois no Centro Diogo Cão, em Windhoek, Namíbia.

Os espetáculos realizados inseriram-se nas modestas comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa através de um dos seus expoentes máximos e maior épico da língua portuguesa, Luis Vaz de Camões, no ano que se celebram os 500 anos do seu nascimento.

O espetáculo contou com uma presença massiva de espetadores que encheu o teatro com miúdos e graúdos que seguiram muito atentamente a obra “Os Lusíadas Com Uma Perna às Costas” através de uma perspetiva bem-humorada de modo a potencializar a sua fácil compreensão.

De salientar o empenho da organização e a forma cuidadosa demonstrada do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa na organização cuidada tendo disponibilizado um ecrã gigante com a legendagem sincronizada em inglês, tornando assim mais fácil o entendimento para aqueles com algumas dificuldades na compreensão da língua portuguesa.

O fim do espetáculo foi sublinhado com uma ovação de pé de um público que se sentiu gratificado com algo muito especial que raramente acontece e feito em prol das gerações mais novas e da divulgação e importância da língua de Camões.

Em Windhoek, os dois espetáculos foram igualmente coroados de sucesso e agradaram a quem assistiu de acordo com o Conselheiro da CCP, Manuel Coelho.

Apenas fica a interrogação e algum ressentimento por qual a razão de que esta peça de teatro que se reveste de grande relevância, não foi exibida para as comunidades da cidade do Cabo, Pretória e de Durban.

O JM abordou o ator Cristóvão Carvalheiro do Teatro do Botão, que começou por dizer que a “ideia desde a criação da estrutura do Teatro do Botão, foi sempre desconstruir e desmistificar um pouco o teatro e, neste caso a literatura com Luis de Camões.”

E prosseguiu: “A nossa ideia foi aproximar os Lusíadas a estas novas gerações, a toda a gente, a todo este público que acho que não gosta nem de teatro nem de literatura e nem dos Lusíadas.

Estou imensamente feliz em saber que o nosso trabalho está a ser transportado para uma outra ponta do país e que através disso nós estamos aqui a tentar fazer um trabalho de aproximação de todo o público até ao teatro. Por isso estou feliz.”

Maria Botas, atriz convidada a dizer se comungava da opinião do seu colega, foi perentória e afirmou que comungava das declarações do seu colega com certeza porque é o registo da nossa companhia.

“O nosso objetivo maior é tornar o teatro mais acessível para que as pessoas que dizem que não gostam de teatro , se calhar têm uma odeia errada sobre o teatro comecem a tornar esta cultura mais acessível e as pessoas começam a experimentar e ver.

Se calhar hoje por ter sido uma iniciativa gratuita e muito bem divulgada as pessoas vieram, tornamos a cultura mais acessível e o facto das pessoas terem vindo realmente deixa-nos muito feliz e por isso faço minhas as palavras do Cristóvão.”

Esta foi a primeira digressão do Teatro do Botão ao estrangeiro a convite do Camões-Instituto da Língua Portuguesa na África do Sul e que ficou a constituir a primeira internacionalização desta companhia de teatro da Marinha Grande, com a apresentação bem sucedida de “Lusíadas com uma perna às costas”, com encenação de Cristóvão Carvalheiro e interpretação do mesmo com Mafalda Canhola, Maria Botas, Nuno Geraldo e cenografia de André Santos.

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