Luso-venezuelana alerta para situação grave da população idosa na Venezuela

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AGÊNCIA LUSA

A líder do partido opositor Alternativa 1, a luso-venezuelana Andrea Tavares, pediu sexta-feira as autoridades venezuelanas que apoie os reformados, nacionais e estrangeiros, radicados na Venezuela que vivem em “condições gravíssimas” porque a inflação reduziu as suas reformas.

“Vemos com muita preocupação como este setor da população, tão importante para o país e que se encontra hoje praticamente na indigência”, explicou à agência Lusa.

Andrea Tavares disse ainda que o pedido foi entregue no gabinete do Defensor do Povo (uma espécie de procurador popular), Tarek William Saab, porque é aquele organismo que, segundo a Constituição, “deve garantir e defender os direitos dos ‘adultos maiores’”.

“Pedimos a Tarek William Saab que, na qualidade de defensor do povo, assuma este compromisso, para que os aposentados e reformados tenham o que lhes corresponde por direito (salário mínimo mensal), porque atualmente recebem apenas 27% do salário mínimo integral”, explica um comunicado do partido distribuído em Caracas.

Segundo o comunicado, “é inaceitável” que, apesar da Assembleia Nacional (onde a oposição detém a maioria) ter legislado e aprovado por unanimidade “benefícios” económicos para os idosos, o Governo do Presidente Nicolás Maduro continue a ignorar a lei, indo contra decisões do Supremo Tribunal.

Por outro lado, denuncia que o subsídio de alimentação para os reformados e aposentados, apesar de ter sido aprovado há alguns meses, não foi ainda publicado na Gazeta Oficial (equivalente ao Diário da República português), questionando se os venezuelanos estarão “perante um Estado que abandona aos mais necessitados”.

Segundo Andrea Tavares, há ainda a questão dos reformados que vivem no estrangeiro, em Portugal e noutros países, “e que há mais de 15 meses que não recebem a pensão (…), estando muitos deles a viver nas ruas”.

Andrea Tavares é a antiga dirigente do partido Pátria Para Todos, de esquerda, uma das formações que apoiou a candidatura presidencial do falecido líder socialista Hugo Chávez, que foi Presidente entre 1999 e 2013.

Coordena atualmente o partido Alternativa 1, de centro-esquerda, e dirige o Fórum Câmbio Democrático, que congrega várias formações da oposição.

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