Manuel de Arriaga

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A imagem desta semana pertence a Manuel de Arriaga, que nasceu a 8 de Julho de 1840 na Horta e faleceu em Lisboa a 5 de Março de 1917. É uma das pessoas mais importantes na história de Portugal porque foi o primeiro Presidente eleito de Portugal, substituindo Teófilo Braga no cargo. O seu mandato começou a 24 de Agosto de 1911 e finalizou a 26 de Maio de 1915.

Fez os estudos de Direito na Universidade de Coimbra, começou em 1860 e finalizou em 1865. A acrescentar a isso, foi membro do Partido Republicano e escolhido deputado quatro vezes pela Madeira. Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro, Teófilo Braga e Francisco Homen Cristo também fazia parte do referido directório. Foi considerado um grande orador e os seus discursos ajudaram a dar um impulso à causa republicana.

Ele e o irmão eram republicanos e o seu pai monárquico. Devido a isso, o seu pai decidiu cortar relações com os seus filhos e proibiu-os de regressar a casa. Por isso, viu-se obrigado a trabalhar para poder pagar os seus estudos. Dava aulas de inglês como professor particular, aproveitando os conhecimentos de uma preceptora dos Estados Unidos contratada pela sua família na Horta.

Quando estava em Coimbra, deu-se a conhecer como um amante da literatura e da poesia. Até ao final da sua vida, teve uma actividade literária e cultural, que o tornaram parte da Geração de 70.

Sendo já um advogado de renome em Lisboa, em Maio de 1871 foi um dos 12 que assinaram o programa de conferências democráticas do casino lisbonense. Tornou-se um dos membros da geração doutrinária do republicanismo português, afirmando-se como um dos seus principais ideólogos. Foi sempre parte do republicanismo unitário e democrático, rejeitando o anticlericalismo que marcava o republicanismo lusitano daquele momento.

A 23 de Outubro de 1910 foi designado reitor da Universidade de Coimbra e o vice-reitor foi Sidónio Pais. Isto foi depois da Restauração da República. Depois de chegar à presidência, o seu partido estava a desmembrar-se e tratou de reunificar. No entanto, não conseguiu fazê-lo. Teófilo Braga substitui-o em 1915.
Foi sepultado no panteão familiar no cemitério dos Prazeres, e mudado para o panteão nacional de Santa Engrácia, cumprindo a decisão votada por unanimidade na Assembleia da República a 16 de Setembro de 2004.

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