María Gabriela De Faría: a luso-venezuelana que conquista a América Latina

Humilde e lutadora, esta jovem tem sabido conquistar um lugar no coração dos latinos

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Cada vez é maior o número de meios de comunicação que fazem eco do auge que tem experimentado María Gabriela de Faría no mercado de showbiz latino-americano, onde atualmente trunfa com a sua personagem protagonista na série de Nickelodeon “Yo soy Frankie”. Radicada na Colômbia, esta lusodescendente continua a demonstrar que ainda que já não seja adolescente, pode desempenhar facilmente papeis dirigidos a um público juvenil e inclusive infantil. Tudo graças aos seus estudos e à naturalidade como expõe os seus dotes de caricaturista.

Embora “Isa TKM” a tenha convertido numa estrela latina do Nickelodeon, dando-lhe a oportunidade de entrar em telenovelas e no cinema, realmente foi o papel de uma jovem robot o que chamou a atenção do público um pouco por toda a América latina. É porque neste continente todos conhecem a jovem de 24.

Recentemente, María Gabriela de Faría concedeu entrevista para a “Revista Viernes” do Diário El Universal de Colômbia, onde fala do seu presente e de planos futuros. De seguida, a transcrição da entrevista:

Consideras-te um ídolo juvenil na latino-américa?

Considero-me uma mulher muito admirada por muitas crianças e isso é uma bênção. Sou afortunada e com uma responsabilidade enorme nas minhas mãos porque tudo o que eu digo e faço intervém de certa forma na mente dos pequeninos e, como tal, influencio-os, querendo ou não. Por isso mesmo, tento que esta influência seja sempre amorosa e positiva.

Até que ponto Isa TKM influenciou a tua carreira atual?

Isa foi a minha grande oportunidade e o trampolim para a minha atual carreira. Fez-me conhecer o mundo e fez com que em muitas partes ficasse conhecida. Deu-me, portanto, credibilidade entre os mais pequenos, impulsionando a minha carreira.

Agora como Franky e numa segunda temporada, que resposta esperas do público?

A primeira temporada foi um êxito maravilhoso e espero que esta segunda seja do agrado deles. Estamos felizes com o trabalho que temos feito e com o que temos conseguido até agora. A nossa meta é chegar a mais lares com esta mensagem tão bonita que leva Franky: o amor, a compaixão, a amizade e salvar o planeta.

Que outros papeis gostarias de desempenhar?

Estou feliz com o que a vida me tem oferecido até agora e não penso muito sobre o que ainda me faz falta interpretar. Adoro ser Franky neste momento da minha vida e espero que até ao final do ano possa apresentar-vos a Erika em “Pacífico”, uma coprodução entre a Colômbia e a Argentina. Esta personagem é a mais provocadora que já interpretei na minha carreira. Com Franky e Erika este ano, dou-me por satisfeita.

Como está a correr a tua carreira no cântico?

Adoro cantar, mas tem sempre que vir por arrasto à atuação.

Atuação ou música?

Atuação. Não sou cantora nem planeio sê-lo. Adoro a música, Esta mexe os meus dias e, por esta mesma razão, não me considero cantora. Nickelodeon deu-me a oportunidade de experimentar essa arte através das minhas personagens e isso deixa-me agradecida.

Começaste muito cedo na atuação. Hoje que conclusão tiras da tua carreira?

Que definitivamente esta carreira não é de sorte mas de perseverança e de muito esforço. Nada é grátis e, apesar de ser uma carreira muito difícil, tem muitas recompensas. Sobretudo, concluiu que, se tens a oportunidade, como eu, de chegar a tantas pessoas pelo Mundo, deves passar uma mensagem de união, de compaixão e de amor.

Trabalhaste durante algum tempo na Colômbia. Que impressão te deixou aquele país?

Para mim, a Colômbia é o país com mais talento na indústria cinematográfica em toda a América Latina. Fazem-se produções de verdade, com amor e arriscadas. O meu sonho sempre foi trabalhar numa produção colombiana e com Franky e, de certa forma, consegui-o.

Estiveste, no início, envolvida em trabalhos para um público infantil, mas depois entras numa era adulta e agora voltar a atuar para um segmento juvenil. Como é andar a saltitar nestes diferentes papeis?

Não é fácil. Não é como se tivéssemos um interruptor na cabeça e já está. Com Franky, custou-me muito fazer a transição, mas felizmente conto com a minha orientadora, Ivana Chubbuck, e com o maravilhoso e generoso diretor, Willy Barragán. Eles orientaram-me e me ajudaram a criar Franky. Todos os géneros são distintos e todos têm o seu truque. É preciso muita preparação para conseguir fazer estas interpretações todas da melhor forma possível.

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