Maria Rodrigues luta pela promoção da gastronomia portuguesa na Venezuela

A gastronomia tradicional portuguesa é estrela na capital Venezuelana pelas mãos de Maria Fernanda Rodrigues, que já cozinhou para Presidentes e quer promover a tradição nacional.

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A ‘chef’ portuguesa Maria Fernanda Rodrigues apela aos empresários e autoridades de Lisboa a fazer mais promoção da gastronomia de Portugal na Venezuela, um país que “continua a ser uma terra de oportunidades” e onde a comunidade é muito apoiada.

“É preciso fazer mais promoção da gastronomia portuguesa, porque a nossa comunidade é muito grande e muito querida na Venezuela e há pouco conhecimento da nossa gastronomia”, disse à Agência Lusa.

Maria Fernanda Rodrigues é ‘chef’ e proprietária, juntamente com o empresário Diamantino Rodrigues, da Tasca Caribe, o mais antigo restaurante de gastronomia portuguesa de Caracas.

“Há 40 anos que a Tasca Caribe existe e há 48 anos que sou chef. É toda uma vida. Preparo pratos caseiros que as pessoas gostam muito e fico grata porque gostam”, disse.

Por outro lado, explicou que gosta muito de preparar “de tudo”, mas “a especialidade é a mariscaria e a comida portuguesa”.

«Cozinhei para antigos presidentes da Venezuela. Para o atual Presidente (Nicolás Maduro), ainda não aconteceu mas teria gosto em cozinhar para ele algum dia. Cozinhei para Rafael Caldeira (presidiu o país de 1969 a 1974 e de 1994 a 1999), Carlos Andrés Pérez (1974-1979 e 1989-1993), Jaime Lusinchi (1984-1989) e Luís Herrera Campins (1979 e 1984)», disse.

Radicada na Venezuela há 65 anos, Maria Fernanda Rodrigues, nasceu em Grijó, Vila Nova de Gaia, Porto de onde emigrou para Caracas aos 10 anos, onde fez estudos de cozinha internacional e aprendeu doçaria na padaria São Felipe, propriedade do pai, José Casimiro Barros Teixeira.

Quanto às preferências dos venezuelanos, Maria Fernanda Rodrigues diz que os maiores sucessos são as “feijoadas, paellas, bacalhau, rojões, saladas de grão de bico e feijão fradinho”, sublinhando sentir-se «orgulhosa de que tanto portugueses como venezuelanos gostem do que eu cozinho e da comida portuguesa».

“Os portugueses, venezuelanos, espanhóis e italianos, adoram a nossa comida e por isso há que promover a nossa gastronomia”, frisou.

Em quanto à doçaria, explicou que tanto venezuelanos como portugueses «procuram muito a aletria e também a maçã assada no forno e as peras com vinho».

«Faço pão-de-ló, pudim à portuguesa e rabanadas. Sei fazer os pastéis de nata mas não os faço porque não tenho muito tempo para dedicar-me à doçaria», disse a portuguesa que quando criança trabalhou numa padaria do pai onde aprendeu «bastante sobre doçaria».

Maria Fernanda Rodrigues disse ainda que gosta “muito da Venezuela” um “país com muitas oportunidades, um país muito bonito”.

“Nunca percam a esperança com a Venezuela”, concluiu.

Por outro lado, o comerciante venezuelano Jesus Eduardo Parada explicou à Agência Lusa, que vai frequentemente à Tasca Caribe porque “a atenção é boa” e está “fascinado pela comida”.

“Gosto da comida que leva feijão branco e vermelho, das tripas e do bacalhau. Quem não gosta de bacalhau? Da feijoada? Para mim toda a comida portuguesa é excelente (ótima)”, frisou.

Jesus Eduardo Parada é da opinião que “deveria haver mais promoção da gastronomia de Portugal” e diz que tem amigos que querem provar os pratos portugueses, ligados à dieta mediterrânica.

“As pessoas estão entusiasmadas porque querem vir provar a comida de Portugal. Podemos pedir também uma receita venezuelana, mas não vou comer comida venezuelana se tenho a possibilidade de comer um prato de Portugal, porque é bom e é por isso que venho aqui”, concluiu.

O restaurante Tasca Caribe foi fundado em 1981 e é frequentado por empresários, governantes e políticos venezuelanos e portugueses, estes últimos nas suas viagens a Caracas.

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