Marítimo entrega camisolas à diáspora

Os ‘jerseys’ vão leiloados para que os lucros sejam empregues em iniciativas solidárias.

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Correio / JM Madeira

Carlos Batista, vice-presidente do Marítimo, entregou quatro camisolas verde-rubras, com o autógrafo de atletas e direção, a Aleixo Vieira, conselheiro da diáspora madeirense na Venezuela. Os ‘jerseys’ serão entregues a quatro clubes luso-venezuelanos em Caracas de forma a serem leiloados para que os lucros sejam empregues em iniciativas solidárias.

Trata-se de um gesto simbólico, dentro da política de recuperação do património humano, que vai de encontro às pretensões desta nova cúpula do Marítimo em encurtar relações com a comunidade maritimista e madeirense espalhada pelos diversos pontos do globo.

Marítimo defende “território”

Para a receção ao Sporting, os sócios do Marítimo com as quotas regularizadas podem entrar gratuitamente, todavia não terão direito a um bilhete extra, como vem sendo hábito desde o encontro com o Vizela, no último dia 28 de dezembro. O clube madeirense alerta também que poderá intervir em caso de adereços alusivos à coletividade lisboeta nas áreas destinadas a adeptos verde-rubros. A partida, relativa à 24.ª jornada da I Liga, está agendada para o próximo sábado, a partir das 18 horas.

Não obstante o objetivo assumido pela direção em aumentar o número de simpatizantes maritimistas no Estádio – reduzindo mesmo o valor das quotas na última semana – a interrupção da oferta de ingressos extra a associados é sustentada “com a legítima ambição de defender o seu território”, segundo o comunicado publicado na tarde de ontem.

Relembre-se que nos jogos perante os habituais candidatos ao título os lugares destinados a adeptos do Marítimo também são ocupados por simpatizantes dos clubes adversários, situação que invariavelmente tem criado celeuma e descontentamento ao longo dos tempos no seio dos sócios do ‘Leão do Almirante’.

Neste sentido, o Marítimo “apela ao bom-senso” e informa que “arroga-se ao direito de intervir, por imperativos de segurança e de paz, caso adereços alusivos ao adversário surjam nas áreas reservadas” aos apoiantes do emblema madeirense.

“O respeito pela diferença distingue-nos. O respeito pelos Maritimistas também. Por isso, o Estádio do Marítimo contempla um espaço para quem quiser, com toda a legitimidade, apoiar a equipa adversária”, podia ler-se.

Bilhetes entre os 30€ e os 60€

Os ingressos para a partida variam entre os 30 euros para as bancadas Norte, Sul e Norte-Visitante e os 60 euros para as bancadas Nascente e Poente. Os bilhetes já estão à venda nas lojas do clube. No dia do jogo poderão ser obtidos nas bilheteiras a partir das 15h00.

A admissão nos Barreiros para o encontro com os lisboetas está sujeita às normas em vigor na Região Autónoma da Madeira no âmbito do combate à pandemia de covid-19. Ou seja, pessoas com vacinação iniciada, com certificado de recuperação ou teste antigénio negativo podem aceder ao recinto.

Protocolo com Esquadrão Maritimista

O Marítimo celebrou com o Esquadrão Maritimista um protocolo que permite um regresso pleno daquele grupo de apoio, fundado em 1985, ao Estádio dos Barreiros. Refira-se que na partida do último domingo, frente ao Famalicão, o Esquadrão voltou a marcar presença com instrumentos musicais numa zona destinada para o efeito, concretamente na Bancada Sul, na esquina com a Bancada Poente. Apesar de muito saudado este regresso ‘musical’, múltiplos adeptos defendem que esta localização não é a mais indicada, pois sustentam que o som dos instrumentos ‘abafa’ os cânticos dos Ultra Templários e Fanatics 13, grupos que habitualmente ocupam o topo Sul. Nas redes sociais houve quem defendesse que a melhor solução seria o Esquadrão ocupar lugares no lado oposto do Estádio.

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