Marítimo “ganha sempre nas Comunidades”

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Marco Sousa

Um jantar no Clube Social das Comunidades Madeirenses, situado no Funchal, serviu para reaproximar a direção do Marítimo às comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo, sobretudo a que está ligada à Venezuela.

Aquando da campanha à presidência do Marítimo, Rui Fontes anunciava que a proximidade às comunidades seria um dos seus grandes objetivos. Agora, após ser eleito começa a cumprir a promessa que havia deixado.

“O maior património que o Marítimo tem é o património humano”, assegura.

E é dentro desse princípio que a direção verde-rubra se juntou, na passada sexta-feira à noite, à comunidade madeirense da Venezuela que reside na Madeira, no Clube Social das Comunidades Madeirenses.

“A Venezuela sempre foi uma comunidade que se identificou muito com o Marítimo e digamos que estamos a dar o pontapé de saída com a comunidade venezuelana aqui e depois vamos seguir para outros países, com certeza”, garante.

“Onde existem madeirenses há maritimistas e, portanto, temos que olhar a todos eles”, conclui o novo presidente maritimista.

Rui Fontes que entregou camisolas assinadas pelos jogadores do clube ao conselheiro das comunidades madeirenses na Venezuela, ao presidente do Clube Social das Comunidades Madeirenses e ainda a um ex-presidente do Marítimo da Venezuela.

Em modo de agradecimento, Aleixo Vieira, conselheiro das comunidades madeirenses na Venezuela diz que o Marítimo “tem sido sempre um porto de abrigo para a comunidade madeirense na Venezuela”.

“Desde a Madeira receberam-nos sempre de portas abertas, muitos jovens, lusodescendentes”.

Para Aleixo Vieira, “o Marítimo é um elo de ligação entre o nosso país e a comunidade na Venezuela”.

“É bom que não se perca isto. Até agora tem sido feito um excelente trabalho [direção anterior], mas esperemos que assim continue. No campo às vezes perde-se mas nas comunidades o Marítimo ganha sempre”, remata.

Aproximação às comunidades

Otávio Gonçalves, presidente do Clube Social das Comunidades Madeirenses, detalhou como foi tudo preparado para este jantar.

“Gostaríamos que cá estivessem pessoas ligadas à comunidade venezuelana, que estivesse um pouco ligado ao antigo Marítimo na Venezuela, o que tem um pouco a ver com o que o Marítimo quer atualmente que é uma maior aproximação às comunidades”, começa por explicar.

Segundo sabe o presidente deste clube, existiram mais iniciativas deste género.

“Pelo que sei não seremos os únicos. Vão fazer outro tipo de eventos do género com várias comunidades. Para nós foi uma honra, dissemos logo que sim”, enaltece.

O Clube Social das Comunidades Madeirenses recebeu um jantar com 58 pessoas, clube que tem atualmente cerca de 200 associados.

Reativar Marítimo na Venezuela “é sonho” mas “um bocado difícil”

“Reativar o Marítimo na Venezuela é o desejo de muitos”, garante Mário Pereira, ex-presidente do Marítimo na Venezuela.

A reação do ex-dirigente surge na sequência das afirmações de Rui Fontes, onde dizia sonhar com a reativação do clube verde-rubro em terras de Simón Bolívar.

Mário Pereira recorda um clube que foi grande. “Foi uma equipa que em sete anos ganhou praticamente tudo aquilo que tinha que ganhar”.

“Conseguíamos resultados e talvez na parte económica não tinha aquela instabilidade que hoje em dia possa ter o Marítimo aqui na Madeira”, confessava.

Em relação ao desejo de reativar o clube, Mário Pereira diz que “na situação que está a Venezuela, que não é desconhecida para ninguém, é um bocado difícil”, no entanto, é uma “coisa que nunca podemos dizer que é impossível porque as batalhas ganham-se no terreno”.

“Aqueles dirigentes que, como eu, passaram pelo Marítimo na Venezuela e começam a avançar na idade e depois o corpo e o coração permite mas, talvez, pela nossa idade, não seja tão fácil como foi anteriormente”, conclui.

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