Mensagem de Natal da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas

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Berta Nunes

Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas

Dirijo uma saudação e uma palavra de solidariedade e de esperança aos portugueses residentes no estrangeiro que, neste natal, por diferentes motivos, em particular as restrições desta pandemia, não puderam vir a Portugal. Esperamos que todas estas dificuldades sejam ultrapassadas o mais brevemente possível.

Saúdo também todos aqueles que puderam vir a Portugal e espero que todo este período se passe em segurança com todos aqueles que aqui vos esperam; espero igualmente que daqui possam levar forças renovadas para um novo ano, que será certamente ainda difícil.

Em 2021, tive oportunidade de retomar as visitas às comunidades portuguesas com alguma regularidade, apesar da COVID-19. Em Angola, no Reino Unido, nos Estados Unidos, no Brasil, no Canadá, na Suíça, na Alemanha ou em França, encontrei portuguesas e portugueses extraordinários.

As suas histórias, marcadas pela coragem e resiliência, compõem a história coletiva das comunidades portuguesas.

Entre aqueles que tive o privilégio de conhecer nestas viagens, recordo em particular uma compatriota em Palm Coast, nos Estados Unidos, onde celebrámos o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Indiferente à grande distância que não faria supor tal evocação, dizia que, quando olhava aquele mar, se lembrava que do outro lado estava Portugal.

Esta evocação é bem a imagem da contínua ligação a Portugal dos portugueses no estrangeiro, que tanto valorizamos e queremos ajudar a preservar.

As associações, mais antigas e mais recentes, são um importante espaço dessa ligação às raízes.

Neste campo, destaco o trabalho que tem sido desenvolvido pelos jovens associados e dirigentes das associações de graduados da Diáspora. São profissionais e investigadores portugueses em mobilidade, integrados nas sociedades de acolhimento e, em particular, nos mercados e instituições em que se inserem. Criam redes entre cidadãos portugueses no estrangeiro e, desse modo, fortalecem a relação entre si e a relação com Portugal, integrando-se nas sociedades onde se encontram.

Eles são, também, uma inegável prova da heterogeneidade que compõe e enriquece a Diáspora portuguesa.

O país aproxima-se agora de um momento fundamental para a democracia. Em janeiro, os portugueses votam na eleição para a Assembleia da República. É muito importante que os eleitores no estrangeiro, que representam uma parte tão significativa de Portugal, exerçam o seu direito de voto, assim mostrando que estão presentes e fazendo notar as suas opções e visão para Portugal.

Se é verdade que o recenseamento automático representou um passo muito importante, alargando o universo de eleitores a cerca de 1 milhão e 500 mil; é também certo que há um longo caminho contra a abstenção que é preciso percorrer e que devemos percorrer nas próximas eleições.

Contamos neste processo, e nos múltiplos aspetos que envolvem a vida dos nossos concidadãos no estrangeiro, com os serviços internos do Ministério dos Negócios Estrangeiros e com toda a rede diplomática e consular, aos quais agradeço o sentido de serviço público com que ao longo de todo o ano desempenham as suas funções. Estendo igualmente este agradecimento aos professores e coordenadores da Rede de Ensino Português no Estrangeiro.

Por último, apelo a que todos façamos parte do esforço coletivo para conter a evolução da pandemia, em particular nesta quadra natalícia, por que tanto ansiamos.

A todas e a todos desejo um feliz natal e um ótimo ano de 2022.

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