Miguel Albuquerque quer Madeira na vanguarda da investigação de doenças como as oncológicas

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O presidente do Governo Regional diz que o objetivo da Madeira é estar na vanguarda da investigação de doenças como as oncológicas. E lembrou que o Hospital Central – que será Universitário precisamente para valorizar essa mesma investigação – levará a parcerias, em colaboração com a Universidade da Madeira, com algumas das instituições mais reconhecidas a nível internacional na área da descoberta cientifica, nomeadamente na área da Medicina.

Miguel Albuquerque falava na sessão de abertura do I Encontro de Investigadores da Bolsa Rubina Barros, uma iniciativa da família da jovem que faleceu vítima de cancro, da delegação na Madeira da Liga Portuguesa Contra o Cancro e do Diário de Notícias da Madeira.

Na sua intervenção, deixou ainda fortes elogios à Bolsa Rubina Barros: «A forma como foi concebida, é extraordinária, porque representa algo que é muito importante na nossa sociedade, que é não deixar nos governos as decisões sobre todas as matérias e também sobre a Saúde Pública».

Para o governante, «a ideia de a Sociedade civil colaborar, em parceria com os órgãos de comunicação social e com as famílias, com os investigadores, é muito interessante e paradigmática do que é necessário ser feito».

«Toda a gente sabe que ainda temos um grande trabalho a fazer na área da Prevenção. A Liga Contra o Cancro tem um papel muito importante nesta área», concluiu.

Na ocasião, assumindo-se como defensor convicto da Ciência e do seu impacto no desenvolvimento da Humanidade, o governante lembrou alguns “heróis anónimos” que fizeram com que, com as suas investigações, se tivessem salvado vários milhões de vidas.

«Fala-se tanto de tanta gente que não vale nada e nunca se fala destes heróis. Alguns de vós, como investigadores, sabem do que estou a falar», salientou.

Colocando a tónica no tema central do Encontro, Miguel Albuquerque defendeu que, no que diz respeito às doenças oncológicas, o trabalho essencial é, primeiro, «acabar com o estigma relativamente à Oncologia e às doenças oncológicas». E, em segundo lugar, será «dotar os investigadores dos melhores meios para poderem proceder a sua investigação».

«Têm sido extraordinários, imensuráveis, os avanços nos tratamentos oncológicos. E isso deve-se ao investimento que tem sido feito na investigação», referenciou.

O governante lembrou, à plateia, que não é à toa que o principal objetivo estratégico da Madeira passa pela conclusão do novo Hospital, «que não foi por acaso que na sua conceção e desenvolvimento, é um Hospital Central e Universitário».

«Esta parte universitária é essencial para se ter uma componente muito forte de investigação, que é uma porta aberta para estabelecer-se parcerias de cooperação com instituições científicas reconhecidas internacionalmente. Daí a ligação do Hospital à Universidade da Madeira», explicou.

Desta forma, anunciou que «a ideia da Região é, nos próximos anos, poder-se concluir na Madeira o quinto ano de Medicina e apostar, também, entre outras, na área de investigação sobre Oncologia, através do Centro de Investigação Oncológica da Madeira».

«Neste momento, temos um conjunto de sponsors, de empresas que já estão a apoiar e que vão apoiar este Centro de Investigação, temos uma cooperação já estabelecida com o professor Sobrinho Simões e vamos alargar esta cooperação de investigação a outras áreas importantes. A nossa ideia é que a Madeira esteja, também, na vanguarda da investigação das doenças oncológicas», resumiu.

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