MNE ruma a Angola para primeira visita bilateral, com dimensão simbólica e prática

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, explicou hoje que a visita bilateral que realiza entre terça e quarta-feira a Angola, a sua primeira enquanto chefe da diplomacia portuguesa, tem uma dimensão simbólica e outra prática.

“Em primeiro lugar, era muito importante sinalizar no início do meu mandato como ministro dos Negócios Estrangeiros e no início do XXIII Governo a importância, a centralidade que tem para nós Angola na nossa política externa”, começou por dizer o ministro, que falava à imprensa no Luxemburgo, após participar numa reunião de chefes de diplomacia da União Europeia

Gomes Cravinho sublinhou que “Angola é um parceiro bilateral da maior importância, é neste momento também presidência da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] e, portanto, há uma dimensão simbólica”.

“Há também uma dimensão prática, porque permitirá tomar contacto com os nossos agentes económicos, com a comunidade portuguesa em Angola e obviamente, acima de tudo, com as autoridades angolanas”, prosseguiu.

Relativamente aos contactos com as autoridades angolanas, o ministro apontou que o objetivo passara sobretudo por “perceber melhor a forma como eles estão a ver o relacionamento bilateral e o quadro em que nos movemos atualmente, seja em África, na Europa e no contexto internacional mais genericamente”.

A visita do ministro dos Negócios Estrangeiros a Angola, entre terça e quarta-feira, foi anunciada na semana passada em Luanda pelo embaixador português Francisco Alegre, no final de uma audiência com o Presidente de Angola, João Lourenço, que recebeu igualmente o presidente da comissão executiva da instituição bancária portuguesa Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo.

O diplomata referiu na ocasião referiu que quando apresentou as cartas credenciais foi-lhe lançado um repto pelo Presidente angolano no sentido de Portugal desempenhar um papel importante no processo de diversificação da economia de Angola.

Francisco Alegre disse que tem efetuado visitas a várias empresas portuguesas, não só do setor da construção e da distribuição, mas também as focadas na indústria.

Há «empresas que criam muitos empregos de qualidade em Angola e para este robustecimento da presença económica portuguesa em Angola e para conseguirmos atrair para aqui investimentos de empresas de referência portuguesa é também fundamental termos músculo financeiro (…), essa presença do maior banco português em Angola tem uma importância estratégica”, salientou, referindo-se à Caixa Geral de Depósitos.

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