Na literatura também há espaço para estas datas.

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O Natal é uma data muito apreciada por alguns escritores mas também polémica para outros, como é o caso de José Saramago, nascido na Azinhaga, Santarém, em 1922 e falecido em Espanha em 2010. O escritor venceu o Prémio Nobel da Literatura em 1998.

Para ele, esta época do ano caracteriza-se pelo consumismo e significa “viver numa bolha que nos defende do que se passa lá fora”, sem dar-se de conta que há pessoas “nascidas no apocalipse que vivem toda a sua vida nele e não têm nenhuma esperança”.

Uma visão diferente é do célebre Fernando Pessoa, poeta, ensaísta e tradutor nascido em Lisboa em 1888 e falecido na mesma cidade em 1935, famoso (entre muitas outras coisas) pelos seus heterónimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.

Para Pessoa, “Ele é o eterno menino, o Deus que faltava. Ele é do divino que ri e que brinca. É um menino tão humano que é divino”. O seu poema intitulado ‘Natal’ deixa ver a sua posição: “Nasce um Deus. Outros morrem. A verdade /Nem veio nem se foi: o Erro mudou./Temos agora uma outra Eternidade,/E era sempre melhor o que passou./Cega, a Ciência a inútil gleba lavra/.Louca, a Fé vive o sonho do seu culto./Um novo Deus é só uma palavra./Não procures nem creias: tudo é oculto.”

Outra figura importante na literatura que se refere ao Natal é Sophia de Mello Breyner, nascida no Porto em 1919 e falecida em Julho de 2004. Foi distinguida com o Prémio Camões em 1999 e com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana em 2003. Para ela, esta data fazia parte das suas melhores recordações da infância, quando celebrava de acordo com as tradições nórdicas e reflectia isso mesmo inúmeras vezes nas suas obras. Para além disso, escreveu histórias como Os três reis do Oriente e a Noite de Natal, para dar um exemplo.

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