Noel Sanvicente fez um balanço à ‘Vinotino’ 2014

A Selecção Nacional vai continuar a trabalhar em 2015 para não repetir os erros cometidos no ano que agora termina

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O director técnico da Selecção Nacional de Futebol da Venezuela, Noel Sanvicente, apresentou, no passado 10 de Dezembro, um balanço à prestação da ‘Vinotinto’ ao longo do ano que agora termina e deu a conhecer o que planeia levar a cabo no primeiro semestre de 2015.
Na conferência de imprensa levada a cabo na sede da Federação Venezuelana de Futebol, o técnico recordou que no início do ciclo foram disputados quatro jogos amistosos (1-3 contra Coreia, 2-2 ante o Japão, 0-5 frente ao Chile e 2-3 com a Bolívia, todos como visitantes). Ao mesmo tempo, foram realizados quatro módulos de trabalho (dois em Caracas, um em Barinas e um em Madrid), que implicaram a utilização de 63 jogadores, entre eles 12 juvenis.

O técnico natural de Puerto Ordaz começou por referir que os trabalhos que promoveu são puramente tácticos e não físicos. Tal ficou-se a dever às lesões que se registaram nos últimos meses. “As equipas que logram os objectivos são aquelas que pressionam e têm maior presença na hora de defender e atacar. Foi por isso que nestes módulos se insistiu tanto com puro trabalho táctico”, disse.

Noel Sanvicente procurou fazer uma autocrítica ao trabalho realizado de modo a tentar corrigir os erros cometidos. “Tudo isto que estou dizendo aqui são desculpas e assumo a minha responsabilidade. Sinto-me culpado porque quando começas com bons resultados, trabalha-se melhor. Também arrancamos com muitas dificuldades. Muitos jogadores não possuíam ritmo competitivo e quis imprimir um estilo com muita agressividade na hora de pressionar o rival. Creio que para isso são as partidas amistosos e melhorámos muito no segundo jogo (conta o Japão). Penso que melhorámos mas continuamos cometendo muitos erros”, explicou.

Na partida contra o Chile, foi testada a pressão alta e pagou-se caro. “Faltaram-nos seis jogadores e tivemos que chamar outros que não vinham com o ritmo que nós queríamos. Tive a oportunidade de falar com Sampaoli após o fim da primeira metade e disse-me que a diferença foram os golos. O problema é que não mantivemos a intensidade”, comentou.

Para poder manter a intensidade e poder implementar a ideia de jogo que deseja, promete “trabalho e mais trabalho”. Além disso, anunciou que serão realizados vários módulos de trabalho. “Haverá vários antes da Copa América. Peço a colaboração dos treinadores”, indicou.

Há apenas uma data da FIFA disponível daqui até à Copa América do Chile, que é em finais de Março. «Não gostaria de jogar o amistoso com Peru, que é a 31 de Março, e rival de grupo na Copa América. Mas se já está firmado, teremos que jogar», reconheceu.

Um aspecto que afecta directamente a selecção nacional é a falta de continuidade de alguns dos seus elementos. Chita disse que o guardião Dani Hernández lhe comentou que procuraria estar em forma ao mudar de equipa, já que é suplente no Valladolid da segunda divisão de Espanha. Também sobre Nicolás Fedor, que joga na liga do Qatar disse o seguinte: «Alguém me pediu um avançado para jogar em Espanha, e recomendei o Fedor. Necessita de jogar numa liga mais competitiva».

Abordou ainda o caso do defensa Gabriel Cichero, que joga como lateral esquerdo e tem sido muito criticado ultimamente. «Farei tudo o possível para recuperar o melhor rendimento possível de Gabriel Cichero. Continuo confiando nele «, indicou.

Juan Arango regressou à selecção para os jogos contra o Chile e a Bolívia. Já o capitão não tem a mesma velocidade de antes e o ritmo que Chita pede é muito vertiginoso. «Ele é inteligente. Com o tempo, ele dar-se-á de conta se está apto ou não para render de acordo com as nossas exigências. Eu acredito que sim», expressou.

Alguns futebolistas formados no estrangeiro estão na órbita da selecção (Jeffren Suárez, Christian Santos, Jonathan Copete e Manuel Schmiedebach). Os dois primeiros não são casos complicados porque nasceram na Venezuela. Não obstante, os dos últimos são. «Alguns advogados disseram-me que Copete e Schmiedebach legalmente não podem jogar pela Venezuela porque devem ter pelo menos cinco anos vivendo aqui. Mas vamos continuar a tentar «, revelou.

Actualmente, a tecnologia é vital no mundo do futebol. O corpo técnico também acha que sim. «Queremos uns coletes que permitem mostrar quantos quilómetros um jogador corre e em que zonas do campo o fazem «, disse o assistente técnico Carlos Rojas, ao que Sanvicente acrescentou: «Quero trazer um programa de seguimento e que abranja as 18 equipas da primeira».

Itinerário para 2015
O corpo técnico apresentou a sua proposta de trabalho para o próximo ano, mais especificamente até a Copa América, que se disputará entre Junho e Julho.

Entre 12 e 17 de Janeiro, está prevista uma deslocação ao estrangeiro para conversar com alguns treinadores para saber quando podem libertar os jogadores no final da temporada.

Para 20 do mesmo mês, pretende-se disputar um jogo amistoso com jogadores do torneio local frente a uma equipa da América Central. A ideia é repetir esta actividade a 4 de Fevereiro. Os locais ainda estão por definir.
De 12 a 18 de Fevereiro, serão promovido um módulo de trabalho no Centro de Alto Rendimento de Margarita com futebolistas do pátio.

Na semana de 23 a 31 de Março, estão agendados compromissos FIFA. Sanvicente quer fazer um par de amistosos que lhe permitam ter à disposição dos ‘legionários’.

Entre 3 e 7 de Abril, terá lugar novo módulo de trabalho, desta feita em Margarita. E ainda mais um entre 20 e 22 do mesmo mês.

A preparação para a Copa América Chile 2015 iniciar-se-á em Margarita, a 4 de Maio, e finalizará a 19 seguinte. Somando a isso, tentar-se-á disputar um amistoso antes da viagem para Mendoza (Argentina). Esta viagem está programada para 22 de Maio. Ali permanecerão até 7 de Junho, nas instalações de Godoy Cruz. A 11 de Junho, arrancará a Copa América em terras austrais.

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