O novo e o velho não se distinguem no Natal, o que importa é o detalhe

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Fátima Palmeri Portela

Nesta época natalícia, as prendas vintage são uma boa alternativa que, segundo o Portal Web Milenio, são uma nova forma de poupar e fomentar o espírito natalício com uma perspetiva simples. Pega-se em qualquer objeto, como seja um livro, um brinquedo ou uma peça de roupa que tenha interesse a quem se vai oferecer e, desde que esteja em boas condições, oferece-se para que a pessoa que o recebe possa continuar a dar-lhe uso.

O bombardeio publicitário faz pensar que o afeto que temos por alguém é medido pelo valor da prenda que oferecemos e se oferecemos uma coisa nova, mas de facto, como aponta Francisco Masse, jornalista de Milenio, «a verdade é que ninguém é obrigado a aderir à febre consumista da temporada natalícia. Uma prenda vintage muitas vezes é muito mais barata do que uma nova que, afinal, passa a ser uma prenda original e única, o que permitirá deixar uma marca duradoura na pessoa que o recebe».

Por outro lado, a carga afetiva que representa para o outro este gesto, pelo facto da prenda ter sido feita a mão e termos perdido tempo para a fazer tem muito mais valor. Não é mais do que um profundo valor simbólico e sentimental. No entanto, devemos ter o cuidado de manter, na prenda, algum rigor estético porque é também o que faz com que a pessoa que o receba sinta alguma satisfação.

Ainda, Francisco acrescenta que, para acrescentar mais valor à prenda vintage, podemos juntar um cartão a explicar o porquê desta prenda ser tão valiosa, como se chegou a ela e porque se decidiu optar por ela, explicando a opção da partilha.

Nesse sentido, os casos mais comuns são prendas vintage são livros clássicos ou descontinuados, para amantes de livros. Sabe-se que na nova era digital os livros em papel estão a ser ultrapassados por livros eletrónicos, o que muitas vezes não é bem apreciado pelo olfato de um papel antigo e poderoso. Também os brinquedos ou jogos que marcaram a feliz infância de muitos hoje não são fáceis de encontrar, assim como outros objetos de valor familiar, como joias e relíquias que passaram de geração em geração, objetos autografados, de coleção e os que entram na categoria de arte e antiguidades. O que importa é oferecer uma lembrança, nova ou vintage, no Natal.

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