Nuno Garoupa é cabeça de lista da IL pelo círculo Fora da Europa

0
45

Nuno Garoupa, professor de Direito na George Mason University, na Virgínia, Estados Unidos, aceitou pela primeira vez que o seu nome integrasse as listas de um partido, o Iniciativa Liberal, onde concorre pelo círculo fora da Europa, tradicionalmente aquele que tem maior abstenção – 99% no último ato eleitoral.

A candidatura é simbólica, já que o lugar é não elegível, perante aquilo que considerou uma desconsideração do PS e do PSD para com os emigrantes de fora da Europa. “Os partidos já não se preocupam em fingir que respeitam aquilo que é a autonomia e os problemas das pessoas que estão no estrangeiro”, critica Nuno Garoupa.

Para Nuno Garoupa há um responsável máximo pela situação política de Portugal, chama-se Marcelo Rebelo de Sousa. As eleições intercalares são uma perda de tempo e nada garante que no final de 2022 não se estejam a repetir.

O ex-presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos não acredita que Rio ganhe as eleições. Mas, se “por qualquer milagre isso acontecer”, a sua vitória irá “facilitar uma geringonça à esquerda”, uma vez que António Costa já afirmou que deixaria a liderança do PS e isso deixará o lugar aberto a Pedro Nuno Santos, “em muito melhor posição para chegar a acordo com o Partido Comunista e com o Bloco de Esquerda”.

Contas feitas, para ganhar as eleições o PSD teria de conquistar cerca de 700 mil eleitores, compensando o número de votos que o partido tem vindo a perder ao longo dos anos.

Nuno Garoupa considera que o sistema partidário em Portugal “não reflete as preocupações e as prioridades do século XXI”. Além disso, as “diferenças entre PS e PSD não são de fundo, são de estilo pessoal”. E é isso que tem levado ao aparecimento de partidos de nicho. As eleições que se seguem servirão para reconfigurar a direita.

O economista lembra que há gerações inteiras que viveram sempre em crise, por isso as taxas elevadas de emigração, que são agora de capital humano altamente qualificado. É também dos 30 anos para baixo que a taxa de abstenção é maior, porque “esta geração vai votando com os pés em vez de votar com a voz: vai-se embora”.

Com cinco por cento das intenções de voto, segundo a sondagem da Universidade Católica para a RTP, a Iniciativa Liberal poderá ser tida em conta para um eventual cenário de coligação de partidos de direita. João Cotrim Figueiredo admite ter “negociações, conversas construtivas, com o PSD e com o CDS”, excluindo todos os outros partidos de “acordos pré ou pós eleitorais de qualquer natureza”.

Apesar desta disponibilidade do presidente da Iniciativa Liberal para fazer parte da “construção alternativa” ao Partido Socialista, o partido no Governo lidera com 38 por cento das intenções de voto e os partidos de esquerda, PCP e BE incluídos, registam 53 por cento das intenções.

Dejar respuesta

Please enter your comment!
Please enter your name here