Nuvens de radiação podem estar em risco para quem anda de avião

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Cada vez que voamos, estamos expostos a uma pequena dose de radiação que não representa um perigo para a saúde. Contudo, esta exposição depende das horas de voo, da altitude e da latitude: quanto mais longo for o voo, mais longe estiver do equador e circular por uma rota mais elevada, mais alta será a radiação a receber.

Um estudo financiado pela NASA e levado a cabo pela companhia Space Enviroment Technologies indicou algumas zonas onde a radiação se concentra em níveis superiores aos esperados e que podem ser prejudiciais, tanto para os membros da tripulação como para quem viaja com frequência.

Após colocar sensores de radiação em mais de 260 voos, notaram que pelo menos em seis ocasiões se registou um aumento repentino dos níveis para quase o dobro, como se o avião estivesse a atravessar uma nuvem de radiação. Estes resultados poderiam permitir estabelecer um mapa mundial de zonas de radiação, com a finalidade de, no futuro, as linhas aéreas saberem onde estão estas nuvens carregadas de radiação e modificarem a sua rota.

Os raios cósmicos e o vento solar, principais fontes de radiação, não são suficientes para explicar o porquê se produz esta aglomeração de partículas altamente carregadas. De acordo aos autores do estudo, as medições mostram que há um terceiro fator que entra um jogo: as tempestades geomagnéticas fazem com que o campo magnético da Terra liberte eletrões que mantenham presos.

Se as tempestades geomagnéticas originam uma libertação de eletrões, estes acabam na atmosfera superior, chocam com átomos e moléculas de oxigénios e nitrogénios e criam um aerossol de radiação secundária e terciária, provavelmente em forma de raios gama. Esta radiação é a que os sensores da experiência detetaram em diversas zonas.

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