O Grupo Folklórico Internacional Luso representou Portugal no Encontro Cultural Europeu em Chacao

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Marcos Ramos Jardim

As comemorações do mês da Europa começaram no dia 9 de Maio com uma variedade de actividades que procuram realçar as raízes e a identidade das diferentes comunidades europeias que vivem na Venezuela, por isso no dia 28 de Maio na Plaza Bolivar de Chacao realizou-se o encerramento do mês europeu com o encontro cultural europeu onde foram apresentados diferentes grupos folclóricos e musicais, na sua maioria espanhóis, O grupo folclórico venezuelano Agrupación Folclórica del Hogar Canario Venezolano, Coral Dolçã Catalunya del Centro Catalán, Coral Alaiak del Centro Vasco, Banda de Gaitas Xuntanzas Filhos de Ourense de la Hermandad Gallega, o Coral Ave Fênix representou a Venezuela, enquanto o Grupo Folklórico Internacional Luso del Centro Marítimo de Venezuela localizado em Urbanización Turumo del municipio Sucre, estado Miranda representou a cultura portuguesa neste evento que exalta as tradições europeias.

A actividade contou com a presença do Chefe da Delegação da União Europeia na Venezuela Rafael Dochao Moreno, do Embaixador alemão na Venezuela Daniel Kreiner, do Encarregado de Negócios de Espanha na Venezuela Ramón Santos, em nome da Embaixada de Portugal no país, Pedro Ataire Chargé d’Affaires e Rainer Sousa Adido Cultural, para o Município de Chacao, do seu Director de Cultura Erser Sayas e dos 200 espectadores que apreciaram o evento.

Para António de Matos, Director do Grupo Folklórico Internacional Luso, foi uma honra representar Portugal neste segundo Encontro Cultural Europeu organizado pela Embaixada da União Europeia no país, ele garante que é uma honra poder tocar e dançar o folclore do país dos nossos avós e pais com outras comunidades que também sentem o orgulho europeu, O Grupo Internacional de Folclore Luso do Centro Marítimo de Venezuela em Turumo foi fundado a 18 de Novembro de 1973, sendo o primeiro grupo folclórico português nascido na Venezuela, nessa altura o clube lusitano de Turumo chamava-se Asociación Deportiva Luso Venezuelana e foram os pioneiros na criação do Encontro Continental de Folclore Português. Ensaiam todos os domingos às 15h00 e regressam aos treinos no mês de Abril de 2022, após 2 anos e meio de ausência ao palco e conta actualmente com 26 membros, compostos por 16 bailarinos e 10 músicos e representa a maioria dos trajes e danças típicas da maioria das zonas de Portugal, incluindo: Minho, Ribatejo, Nazaré, Abúlia, Madeira e Açores, durante o encontro este agrupamento cultural animou os presentes com as peças de «Nossa Chula, Regadinho, Vareira, Rosinha, Vira de Santa Marta e Vira de Seis».

Por seu lado, o Chefe da Delegação da União Europeia na Venezuela Rafael Dochao Moreno considera que na Venezuela o património cultural europeu se está a aprofundar, argumenta que ver cidadãos venezuelanos de dupla nacionalidade, segunda e terceira gerações que continuam a cantar e a dançar as tradições semeadas pelos seus pais e avós, o que, por conseguinte, não se mantém apenas na genética. «Neste maravilhoso país abraço as comunidades europeias, espero poder receber o mesmo amor pelos venezuelanos na Europa, a integração é total como sempre digo quando se visita a Venezuela, entra-se numa padaria ou cafetaria onde se é servido por uma mulher portuguesa que fala português misturando espanhol com boa pastelaria, ou se se encontra num estabelecimento das Ilhas Canárias, Catalão, galego ou italiano, é uma atmosfera fantástica, pois as raízes europeias neste país são muito integrais, fico arrepiado com esta maravilha do folclore europeu, centenas de milhares de europeus na Venezuela, as dezenas de cidadãos com dupla nacionalidade, os venezuelanos são também europeus, somos irmãos», sublinhou o diplomata Dochao Moreno.

O Encarregado de Negócios de Espanha na Venezuela Ramón Santos saudou as comunidades espanholas das ilhas canárias, catalães, bascos e galegos pela contribuição cultural e folclórica que deram à sociedade venezuelana, vindicando a identidade hispânica que forjou os alicerces do nascimento da Venezuela, Enquanto o Adido Cultural da Embaixada de Portugal Rainer Sousa, saudou a comunidade portuguesa em Chacao, município de grande tradição europeia, onde muitas famílias portuguesas se estabeleceram principalmente da Região Autónoma da Madeira e do Distrito de Aveiro, o que é um privilégio de estar num caldeirão que dá vida à identidade venezuelana.

No final Erser Sayas, Director de Cultura de Chacao, agradeceu à Embaixada da União Europeia no país por ter em conta o Município de Chacao para levar a cabo o encerramento do mês da Europa na sua emblemática Plaza Bolivar, cuja actividade foi aberta pela Agrupación Folclórica del Hogar Canario que mais tarde dançou com o Grupo Folclórico Internacional Luso, O momento especial da unificação dos três coros do Centro Catalão, Basco e Ave Fenix que cantavam a Alma Llanera e terminado pela Banda de Tubos da irmandade galega que animou os 200 espectadores que se reuniram para apreciar a cultura e o folclore da irmandade euro venezuelana.

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