“A Passagem de Ano é um momento mágico para quem nos visita”

O Director Regional das Comunidades e Cooperação Externa orgulhoso do Natal e Passagem de Ano Madeirense

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O Natal é um tempo de união, de família, de esperança. Uma época do ano caracterizada pela solidariedade e pelos bons votos.

No caso específico da Região Autónoma da Madeira, o Natal é sinónimo de reencontro: milhares de madeirenses que vivem nos quatro cantos do mundo regressam à sua terra natal para partilhar as festividades com os seus entes queridos, mantendo vivo o apego ao seu lugar de origem e reavivando as muitas tradições que caracterizam o povo madeirense.

Dezembro é também um mês em que milhares de turistas de muitos países diferentes visitam a Madeira, que é conhecida em todo o mundo pelo seu clima privilegiado no inverno, pelas suas espetaculares decorações de Natal e pelos seus fogos de artifício de sonho na última noite do ano.

O Diretor Regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu, prevê que este ano não será diferente. O Governo Regional empenhou-se particularmente na preparação de uma atmosfera que deleite tanto os habitantes locais como os visitantes no Natal e na véspera de Ano Novo de 2022.

P: As celebrações de Natal são sem dúvida um dos pontos altos do turismo na Região Autónoma da Madeira. Como será vivida a época natalícia na Região este ano?

R: O Natal é um momento mágico para quem nos visita, mas especialmente para os madeirenses que vivem esta época de forma muito especial. É a época da proximidade com familiares e amigos. É a época do reencontro das famílias que têm pais, irmãos, tios, primos emigrados e que vêm à Madeira passar o Natal.

Tudo isto num ambiente em que se destacam as iluminações decorativas que, a 1 de dezembro, marcam o arranque das festividades, passando pelas barraquinhas da Placa Central no Funchal, até a apótese do fogo de artifício do Ano Novo.

 

P: As decorações de Natal da Madeira são conhecidas em todo o mundo. Fale-nos um pouco sobre a iluminação e decorações deste ano.

R: É verdade, as decorações de Natal na Madeira são conhecidas em todo mundo todo. É uma tradição que já correu mundo e são muitos emigrantes e os estrangeiros que escolhem esta ápoca do ano para nos visitarem. As decorações estão presentes em todos os concelhos das ilhas da Madeira e do Porto Santo.

Só no Funchal, este ano, a iluminação de Natal conta com o número extraordinário de 1,6 milhões de lâmpadas de vários formatos e cores que iluminam as ruas, os jardins, as árvores, as ribeiras. Depois temos uma árvore de Natal com 30 metros de altura que está instalada na praça CR7. No cais do Funchal temos o túnel animado que proporciona aos visitantes um passeio pelas águas. Na Sé do Funchal e no Palácio de São Lourenço temos as projeções de vídeo.

Os particulares também contribuem para que a Festa seja ainda maior e decoram as suas casas com luzes.

P: Que outras opções e atividades de Natal podem encontrar quem visitar a Madeira?
R: Há muito a fazer na Madeira nesta época. Para além das peças de teatro e dos espetáculos de música em salas de teatro, desde o dia 1 de dezembro a 8 de janeiro há concertos, atuações de bandas e de grupos folclóricos na Placa central da Avenida da Arriaga. Também temos o Mercadinho de Natal, também, na Placa Central, com várias casinhas de Natal, onde se encontram produtos regionais, gastronomia, artesanato, plantas, frutas, vinho Madeira, mel de cana. A Aldeia etnográfica é onde a verdadeira tradição madeirense renasce. A Noite do Mercado a 23 de dezembro é obrigatória para quem está na Madeira nesta época. É claro que há muitas outras coisas a visitar, havendo o périplo dos presépios nas duas ilhas: Madeira e Porto Santo.

P: Os fogos de artifício da véspera de Ano Novo são um dos grandes ícones da ilha. Fale-nos um pouco do que está a ser preparado para a véspera de Ano Novo 2022.

R: Na véspera de Ano Novo, o centro da cidade fica com uma atmosfera de grande animação, que vai crescendo à medida que se aproxima a meia-noite. Doze navios de cruzeiro ficarão, este ano, ancorados na baía do Funchal, e quando chegar o toque da meia noite um eclipse de fogo de artifício irá iluminar os céus da Madeira.

Só para ter uma ideia, a passagem do ano na Madeira, de 2006 para 2007, venceu a categoria do “Maior Espetáculo Pirotécnico do Mundo” do World Guiness Record, título que manteve até 2012. Nesse ano, o fogo partiu e 37 postos, 31 em terra e 6 em plataformas marítimas, um espetáculo que envolveu 17 toneladas de fogo de artifício, numa cadência de 8 mil disparos por minuto.

Este ano, espera-se um espetáculo de dimensão semelhante, e talvez com uma surpresa  como a do ano anterior, em que nos foi proporcionado um espetáculo da equipa RedBull SkyDive. Quatro paraquedistas da Red Bull Skydive Team lançaram-se nos céus da Madeira a partir de uma aeronave da Força Aérea Portuguesa. O projeto «Madeira Shooting Stars» iniciou-se assim com um salto a uma altitude de 8000 pés, cerca de 2400 metros acima do solo. Esta atuação inédita em Portugal teve a duração de cerca de três minutos, com uma primeira parte de queda livre e depois com um voo de formação em que os atletas planaram no ar graças aos sofisticados «wingsuits». Foi realmente uma surpresa! Aguardamos pela surpresa deste ano.

P: O mês de dezembro traz muitos emigrantes que regressam à Região Autónoma da Madeira para se reunirem com as suas famílias e passarem as festividades na sua terra natal…
R: Sim, dezembro é, por excelência, o mês do reencontro entre os emigrantes madeirenses e as suas famílias e a Terra que os viu nascer. Nesta época milhares de pessoas, vindas dos mais variados países e de diversos pontos do globo, regressam a casa para reencontrar a verdadeira tradição madeirense: a vivência do Natal em família, com gastronomia típica e com os convívios com a família, os vizinhos, os amigos e até com os desconhecidos.

P: Porque é importante a chegada de emigrantes madeirenses?

R: É sempre uma bênção rever os nossos irmãos madeirenses e as famílias que constituíram lá fora. É como se fossem uma extensão de todos nós além-mar. Por isso a chegada dos emigrantes madeirenses é tão importante para nós: não só porque dinamizam as economias locais, mas também por causa dos afetos e dos laços familiares.

P: Como é que a DRCCE acompanha as comunidades no estrangeiro nesta altura do ano?

R: A Direção Regional das Comunidades acompanha a Diáspora durante todo o ano, através dos Conselheiros que temos nos países de acolhimento, dos postos consulares, do movimento associativo e de líderes de opinião. Nesta época enviamos sempre um vídeo com uma mensagem e com imagens das iluminações e decorações de Natal para as Comunidades, para aqueles que aqui não se podem deslocar.

P: Qual é a sua mensagem para as Comunidades Madeirenses de todo o mundo?

Em primeiro lugar quero desejo um Santo Natal e um próspero Ano Novo ao todos os madeirenses espalhados pelo Mundo. Gostaria de deixar uma mensagem de esperança e solidariedade, especialmente para os nossos irmãos madeirenses que hoje passam por algum tipo de dificuldade, porque, infelizmente, a guerra na Europa trouxe incertezas que há muito não eram sentidas em todo o mundo.

Mas, creio que vamos continuar resilientes e com coragem iremos trilhar o nosso caminho, na certeza de que o melhor está por vir.

Nesta época, quero lembrar que a Madeira é, e sempre será, a Terra do eterno retorno para os nossos irmãos madeirenses da Diáspora. A terra para a qual os nossos emigrantes vêm para estar junto da família, dos amigos, para revisitar memórias e, porque não, perspetivar futuros.

São todos bem-vindos! Esta Terra, que foi dos Vossos Avós,  é a Vossa Terra e também dos Vossos Filhos.

Este será sempre o Vosso Lar!

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Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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