O que fez o Estado aos madeirenses?

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Carlos Fernandes – Deputado na ALRAM

O meu primeiro artigo de 2022 é um alerta para o abuso de poder socialista do Governo da República e dos deputados do PS da Madeira que ficam na Assembleia da República, em silêncio, mesmo com os assuntos pendentes com a Madeira a se acumular.

A nossa Região tem recebido milhares de madeirenses e lusodescendentes que procuram um novo começo.

Nove mil pessoas que abandonaram a Venezuela estão inscritas no Serviço Regional de Saúde.

O Governo Regional fez um grande investimento para poder abraçar muitos dos que chegaram daquele país com doenças por tratar. E pediu, ainda, um reforço nas verbas da Segurança Social para ajudar quem tinha dificuldades.

Na saúde, o Governo de António Costa prometeu – sem cumprir – uma transferência nos Orçamentos do Estado de 2018 e 2019. Como sempre, o PS-M juntou-se ao silêncio do primeiro-ministro quanto ao destino dessas verbas.

O Estado recusou sempre apoiar a Madeira.

A educação contemplou mais de dois mil jovens que chegaram da Venezuela. Tal como qualquer madeirense, estes alunos tiveram acesso a um sistema de ensino de excelência, cujo reconhecimento deve-se ao esforço da Secretaria Regional de Educação e aos excelentes professores e demais profissionais que trabalham nas escolas.

Estes jovens são uma parte importante do futuro da Madeira e também de Portugal, porque se há algo que os nossos lusodescendentes trouxeram foi crescimento económico para a Região. Contudo, até neste caminho, o Governo socialista colocou barreiras e o silêncio foi gritante na bancada socialista.

O Estado recusou sempre apoiar a Madeira.

O Programa Regressar, por exemplo, pretendia chegar a todos os lusodescendentes que quisessem voltar para Portugal, como fora anunciado em 2019. Porém, os diversos apoios não contemplavam aqueles que se fixassem nas regiões autónomas. Onde está a igualdade de oportunidades neste país?

O PSD Madeira, para tentar resolver a situação, apresentou um projeto de resolução que pretendia incluir as ilhas. Em resposta, o PS-M juntou-se a pessoas execráveis do seu partido a nível nacional para propor que a Região criasse o seu próprio programa, afastando o compromisso original que era o de servir todos os portugueses que pretendessem regressar para Portugal.

Não eram todos, na verdade. O Estado recusou sempre apoiar a Madeira.

Outras situações que estão, ainda hoje, por resolver dizem respeito ao BES e ao BANIF, que continua a prejudicar madeirenses e lusodescendentes.

O Governo socialista adia este assunto, mas continua, por outro lado, a injetar milhões de euros no Novo Banco. O que fizeram o PS e os deputados madeirenses? Perderam a voz.

O Estado recusou sempre apoiar a Madeira.

O mesmo se assistiu quando, no início da pandemia, o primeiro-ministro aceitou que as passagens da TAP custassem, em ditos voos de repatriamento, 850 e 1100 euros de Caracas a Lisboa, ignorando as dificuldades que estes portugueses, maioritariamente madeirenses, passavam. Acresce que a viagem de Lisboa para a Madeira custou ainda entre 350 a 550 euros.

Em vez deste silêncio, a solução está em mudar este cenário no próximo domingo, 30 de janeiro. A coligação PSD/CDS “Madeira Primeiro” é feita de pessoas comprometidas com a Madeira, a única 100% autonomista e a única com um representante jovem com boas possibilidades de ser eleito. Irão a votos no próximo domingo, e nós, madeirenses e lusodescendentes regressados da Venezuela, também temos uma palavra a dizer.

Porque basta de o Estado recusar sempre apoiar a Madeira.

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