Olavo Câmara apela ao reconhecimento profissional dos médicos luso-venezuelanos

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O deputado do Partido Socialista-Madeira à Assembleia da República Olavo Câmara alertou, hoje, para a necessidade de ser agilizado o processo de reconhecimento profissional dos médicos formados no estrangeiro a residir em Portugal, particularmente os luso-venezuelanos.

Depois de, na passada semana, ter já abordado o assunto publicamente, o parlamentar socialista voltou esta manhã ao tema, questionando a ministra da Saúde sobre esta matéria. Aquando da audição a Marta Temido, na Assembleia da República, Olavo Câmara destacou que o reforço dos recursos humanos na saúde tem sido fundamental para responder da melhor forma à pandemia e às necessidades do Sistema Nacional Saúde. «A contratação de novos médicos, de enfermeiros e de outros profissionais de saúde ao longo do último ano é demonstrativa da forma como o Governo tem respondido à pandemia, colocando todos os meios disponíveis no Serviço Nacional de Saúde», disse o deputado, acrescentando que tal deve ser valorizado.

Olavo Câmara enalteceu o facto de o Governo ter decidido «chamar os médicos formados no estrangeiro para esta luta», dando conta que há muitos em Portugal disponíveis para este combate. Contudo, disse que a Ordem dos Médicos «continua a obstaculizar» esta pretensão do Executivo e de todos estes profissionais, que «continuam dependentes de um processo de equivalências que é desadequado em tempos ditos normais, pelo tempo e burocracia envolvidos», e «muito menos agora, em situação de emergência, que exige respostas urgentes».

Enquanto eleito pela Madeira, o jovem deputado disse acompanhar de perto «muitos casos de médicos luso-venezuelanos formados no estrangeiro e que esperam anos pelo reconhecimento do exercício da sua profissão», os quais fazem falta ao Serviço Regional de Saúde. «Caímos no ridículo de estes profissionais serem reconhecidos para o exercício da profissão em Espanha e em Portugal não, pelo que é importante a Ordem dos Médicos e o Governo simplificarem e agilizarem todo este processo, não só para o imediato, mas também para o futuro», sustentou.

«Não podemos aceitar que o país se veja privado do possível contributo destes profissionais, que poderiam estar na linha da frente, nos Serviços Nacional e Regional de Saúde, a ajudar a combater a pandemia», advertiu.

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