ONU pede libertação de todos os presos políticos da Venezuela

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AGÊNCIA LUSA

O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, pediu a libertação de todos os presos políticos da Venezuela e apelou ao Governo que respeite as liberdades fundamentais dos cidadãos.

“Estou cada vez mais preocupado com a extrema polarização na Venezuela, com contínuas restrições da liberdade de movimento, associação, expressão e protesto pacífico”, assegurou Zeid, na apresentação do seu relatório anual perante o Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

Na mesma intervenção, o alto-comissário disse que continua a receber alegações de detenções arbitrárias e intimidação de líderes da oposição e repetiu o seu apelo para “que todos os presos políticos sejam libertados, muitos dos quais foram detidos de forma arbitrária”.

O alto responsável da ONU mostrou-se também apreensivo com a “falta de independência da lei e da ordem e das instituições de direitos humanos” do país.

Afirmou que está a aumentar o número de venezuelanos que emigram para outros países, o que acontece perante a crescente crise económica na nação sul-americana.

“A falta de medicamentos e de comida no país, e os preços descontrolados estão a afetar os direitos económicos e sociais”, sublinhou.

Destacou que, apesar dos seus reiterados pedidos, o seu gabinete não obteve ainda acesso à Venezuela e reiterou o apelo para que seja autorizada a entrada dos seus peritos.

O Fórum Penal Venezuelano (FPV) divulgou em janeiro o “Relatório sobre a repressão do Estado Venezuelano no ano de 2016”, o qual indica que 2.732 pessoas foram presas por motivos políticos nos 12 meses anteriores.

“É de notar que, desde que o Presidente Nicolás Maduro assumiu o poder (abril de 2013), a perseguição política tem aumentado exponencialmente. Em 2013 havia 13 presos políticos”, destacou então a mesma organização.

Pelo menos três dos presos políticos da Venezuela são luso-venezuelanos, tendo em janeiro as suas famílias apelado ao Governo português para que interceda junto das autoridades de Caracas para que sejam garantidos os seus direitos e tenham oportunidade de provar a sua inocência.

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