ONU reconhece governo de Maduro como legítimo representante da Venezuela

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O embaixador venezuelano junto das Nações Unidas, Samuel Moncada, destacou o reconhecimento, afirmando que se trata de uma «vitória» contra «as agressões coloniais dos EUA».

«Hoje, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou o reconhecimento das credenciais do governo do presidente Nicolás Maduro como representante legítimo da Venezuela. Uma vitória do povo soberano contra as agressões coloniais dos Estados Unidos», sublinhou Moncada, esta segunda-feira, na sua conta Twitter.

O diplomata destacou o escasso apoio internacional a Juan Guaidó, membro da oposição que, a mando de Washington, se autoproclamou presidente interino do país sul-americano, em Janeiro de 2019, num acto que Caracas classificou como uma tentativa de golpe de Estado.

«Em 2019, o escravo colonial criado pelos EUA para saquear a Venezuela teve apoio de 60 países. Hoje na Assembleia Geral da ONU apenas 16 de 193 países se recusaram a reconhecer o presidente Maduro. É a vitória do direito internacional e da autodeterminação dos povos», disse ainda Samuel Moncada.

De acordo com a agência Associated Press, a resolução sobre o reconhecimento das credenciais dos representantes à 76.ª sessão da Assembleia Geral foi aprovada por consenso, mas com os Estados Unidos a distanciarem-se desse acordo geral no que respeita à aceitação das credenciais do governo da Venezuela liderado por Nicolás Maduro.

«Na Venezuela os estadistas não se autoproclamam, nem são impostos por Washington»

Por seu lado, o representante da Colômbia falou em nome da Austrália, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Geórgia, Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Israel, Paraguai e Reino Unido, afirmando que o seu apoio à resolução «não devia ser interpretado como uma aceitação tácita do reconhecimento do governo de Nicolás Maduro ou dos seus representantes na assembleia».

Sobre o reconhecimento de ontem, na ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Félix Plasencia, disse que se trata de uma «vitória contundente do direito internacional e uma bofetada contra a ingerência e a agressão imperialista».

«Um banho de realidade para quem insiste em dar oxigénio a uma fantasia política moribunda, com a intenção de continuar a lucrar com os activos roubados ao país», escreveu o diplomata na sua conta de Twitter.

Depois da autoproclamação de Guiadó numa praça de Caracas, milhares de milhões de dólares do país ficaram retidos no estrangeiro. O dinheiro depositado no Novo Banco, em Portugal, a companhia petrolífera Citgo, nos EUA, ou as reservas de ouro no Banco de Inglaterra estão entre os activos espoliados à Venezuela.

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