A imagem desta semana pertence ao Palacio de São Lourenço e data de 1890. Localizado no centro histórico da cidade do Funchal, o Palácio de São Lourenço foi classificado como Monumento Nacional pelo Decreto 32.973, de 18 de Agosto de 1943. A denominação de «Palácio de São Lourenço» reporta-se a um conjunto monumental que engloba a Fortaleza, iniciada na primeira metade do séc. XVI e concluída no período filipino, e o Palácio propriamente dito, compreendendo os salões do andar nobre que datam do último quartel do séc. XVIII e os jardins interiores.

O interior palaciano é majestoso e foi também objecto de remodelações nos séculos XVIII e XIX. Das numerosas dependências são de mencionar, pela sua rica ornamentação galante, as denominadas salas do «Dossel», «Boule», «Império» ou ainda a sala «Luís XVI». Grande dignidade artística apresenta um retrato de João VI de Portugal, obra realizada em 1819 pelo pintor Joaquim Leonardo da Rocha.

O Palácio de São Lourenço é ainda defendido pelos seus poderosos baluartes filipinos, formados por amplas muralhas com esplanadas e canhoneiras protectoras. Na parte leste subsiste um torreão circular manuelino marcado pelo brasão de armas deste monarca, obra provavelmente realizada pelo mestre João de Cáceres – engenheiro militar real e responsável pelas defesas do Funchal a partir de 1513.

Marcado pelas armas espanholas da dinastia filipina, o baluarte Norte é um imponente testemunho da renovação e melhoria das modernas defesas de São Lourenço. A função residencial deste Monumento veio a prevalecer sobre a sua utilização defensiva, definitivamente minimizada a partir da edificação do andar nobre em finais do séc. XVIII, da qual resultou ter-se generalizado a designação de «Palácio» a todo o conjunto anteriormente denominado «Fortaleza de São Lourenço».

Foi residência dos capitães donatários no séc. XVI, sede da força militar castelhana permanente durante o período filipino, depois residência de governadores capitães-generais até à implantação do governo constitucional em 1834, tendo o arquipélago da Madeira passado, a partir de 1835, a ser administrado por governadores civis. Em 1836 procedeu-se à separação dentro da Fortaleza-Palácio entre a área militar, a leste (hoje afecta ao Comando da Zona Militar da Madeira) e o Palácio, residência do governador civil (área oeste, compreendendo as Salas Nobres, gabinetes, zona privada, jardins e baluartes sudoeste, noroeste e norte).

A partir de 1976, com a instituição do sistema autonómico, a zona anteriormente ocupada pelo governador civil tornou-se a Residência Oficial do Ministro da República para a Região Autónoma da Madeira, e em 2006 Residência Oficial do Representante da República para a Região Autónoma da Madeira.

Concluída a parte mais visível de um programa abrangente de conservação e restauro do património móvel e do imóvel iniciado em 1992, a designada “Área Museológica do Palácio de São Lourenço” foi formalmente aberta ao público a 22 de Setembro de 1995.

As visitas ao Palácio são realizadas diariamente, sendo a entrada gratuita, bem como os materiais informativos facultados aos visitantes. Podem ser ou não orientadas, devidamente enquadradas nas actividades desenvolvidas pelo Serviço de Educação e Extensão Cultural.

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