Pedro Ricardo Maio: Portugal pode chegar à semifinal

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A Copa do Mundo é o evento desportivo mais importante e esperado por todos, uma frase que parece um «clichê», mas que não foge da realidade. Faltando poucos dias para o pontapé inicial decidimos falar com alguns jornalistas / desportivos para que nos contassem sobre as suas expectativas e sobretudo das hipóteses da atual equipa campeã da Europa, Portugal.

Pedro Ricardo Maio, comunicador lusodescendente, será um dos comentaristas do canal IVC nesta Copa do Mundo, que será sua terceira experiência, mas a primeira num meio audiovisual.

Pedro trabalhou na Alemanha em 2006 para Radio Caracas Radio, fazendo parte de uma equipa composta por Daniel Chapela, Edgardo Broner, Octavio Sasso, Manuel De Oliveira, Laura Cruces e Laura Bolívar, enquanto que em 2014 comentou para a Unión Radio Deportes -um dos circuitos mais importantes de Venezuela- o mundial Brasil 2014, com outro grupo de importantes e reconhecidos trabalhadores do meio como Bruno Gómez, Giancarlo Figliulo e Carlos Dominguez.

«Os mundiais são mágicos, cada jogo reúne tantos elementos que fazem com que o processo de preparação seja simplesmente fascinante. Muitos pensam que os melhores jogos são a inauguração, as semifinais e a final, para mim, o simples fato de ser um mundial faz com que todos tenham um grau superlativo de interesse», enfatizou Pedro.

A Rússia será o centro das atenções durante um mês, com toda a expectativa de organizar um grande evento um ano após a Copa das Confederações e onde Portugal terminou em terceiro lugar.

«É inquestionável a responsabilidade que está sobre os ombros de um pais tão importante, o cuidado para aquilo que será a infraestrutura, a logística, a capacidade dos hotéis e, principalmente, a segurança, na sequência da onda de ameaças que têm vindo a receber nos últimos meses», disse Maio.

Como Português, Pedro saiu do seu papel de jornalista para celebrar há dois anos, o título alcançado pela seleção na Eurocopa, um resultado que serviu de trampolim para lançar um grupo de jogadores que não pode ser comparado com as gerações anteriores, mas que conseguiu trabalhar em conjunto para alcançar o objetivo.

«Claro» sorri «Quem não celebrou um feito tão importante e ainda mais quando ajudou para unir a família, para abraçar o meu pai, as minhas filhas, a minha esposa após o golo de Eder. Dois anos depois, sinto que esta seleção amadureceu, foi capaz de carregar o peso de um título e os resultados estão lá «

Mas quais são as verdadeiras hipóteses que Portugal tem neste mundial?

-Sempre temos que ter grandes expectativas, ainda mais se tens a Cristiano Ronaldo no topo da sua condição. Repito esta seleção não terá os nomes daquela que lamentavelmente não será lembrada por um campeonato alcançado ao nível absoluto, que inclusive ficou a um golo de levantar a Euro realizado em território português em 2004, mas tem sido bem trabalhada por Fernando Santos e é capaz de lutar até a final. Vai depender de vários outros fatores, mas acho que esta equipa tem a capacidade de chegar às semifinais.

Quem é o grande favorito para levantar a taça?

-Eu não acho que a história mude muito. No final, haverá alguns resultados surpreendentes, as distâncias serão cortadas, mas sempre ganham os mesmos. O Brasil chega muito bem com uma eliminatória que “cabalgaron” e nos jogos amistosos estão a marcar a diferença. A Alemanha por hierarquia voltará a ser a protagonista e depois já num terceiro plano a França ou a Argentina.

Em que nível considera que está o campeonato português?

– Não é um segredo que não está a passar por um bom momento, a tal ponto que perdeu um lugar direto para a Liga dos Campeões e este ano perdeu mais pontos no ranking. Os grandes continuam a ser ótimos no torneio local porque seu orçamento continua a ser maior, mas nunca comparável aos valores existentes em outros mercados. Que o Benfica não tenha somado um ponto na Champions passada, os golos que sofreu o FC Porto em Anfield Road ou as presenças mais do que discretas de Braga, Guimarães ou Marítimo são uma consequência do momento atual.

Cristiano Ronaldo é o melhor jogador português da história?

-Não gosto de fazer comparações. Nunca vi jogar ao vivo a Eusébio, apenas em vídeos, e não há dúvida de que ele será sempre uma grande referência no futebol português, capaz de levar a seleção ao terceiro lugar em 1966. Tenho uma grande admiração pelo Futre, a quem Considero um dos mais importantes e não em vão sou seguidor do Atlético de Madrid graças a ele. É pena que as lesões estivessem sempre no seu caminho. Como disse a geração que venceu dois mundiais juvenis deixou grandes talentos e entre tantos Luís Figo, um dos capitães que nunca serão esquecidos, que ainda são válidos.

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