PNAID é prioridade para o novo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

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O Plano Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID) encontra-se entre os “eixos” prioritários do mandato do novo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo.

A par com o incentivo ao investimento, através do PNAID, Paulo Cafôfo pretende ainda, ao longo do seu mandato enquanto SECP, melhorar a qualidade e eficiência do serviço prestado pelos consulados portugueses, o apoio social, a dinamização cultural e o ensino da Língua Portuguesa, adianta o Ministério dos Negócios Estrangeiros na sua página oficial.

Paulo Cafôfo, que tomou posse a 30 de março deste ano, refere que na área do investimento, “o Plano Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora é fundamental para fixar no nosso país os nossos empresários que ao longo da sua vida foram empreendedores de sucesso e que sentem que chegou o momento de investir em Portugal”.

Recorde-se que os encontros PNAID, que estavam previstos para se realizarem em Fátima, entre 9 e 11 de dezembro do ano passado, foram adiados para 2022 devido à pandemia da Covid-19, tendo o secretário de Estado das Comunidades adiantado em entrevista à Revista Comunidades que os interlocutores “estão empenhados em encontrar nova data consensual para a sua realização” que será anunciada “muito em breve”.

Os Encontros PNAID, que dão continuidade aos Encontros de Investidores da Diáspora, são uma iniciativa conjunta da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e da Secretaria de Estado da Valorização do Interior.

O Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora é uma iniciativa de valorização das comunidades portuguesas que promove o investimento da diáspora, em especial no interior do país, bem como as exportações e a internacionalização das empresas nacionais através da diáspora.

O evento é coorganizado pela Câmara Municipal de Ourém e pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

E estes registos têm mais representatividade “nos países com comunidades maiores de portugueses, quer aqui na Europa, quer nos Estados Unidos, Canadá, quer no Brasil”, assinalou Luís Miguel Ribeiro.

A Rede Global da Diáspora visa aproximar os portugueses espalhados pela diáspora potenciar a internacionalização de empresas de menor dimensão.

“Nós estamos a viver uma situação atualmente – e este projeto já nasceu antes – que vem trazer uma nova ordem mundial e vem trazer novos desafios para as economias, para as empresas, nomeadamente naquilo que toca às empresas pequenas e médias, porque as maiores têm canais próprios e formas próprias de fazer esse processo de internalização de exportação”, apontou Luís Miguel Ribeiro.

Por isso, o projeto dirige-se, principalmente, às pequenas e médias empresas, que representam mais de 90% do tecido empresarial português.

Isto porque, segundo Luís Miguel Ribeiro, a existência desta rede social colaborativa “diminui o risco desse negócio […] e cria um sistema de informação que permite que o empresário, ao exportar, possa exportar com menor risco e, por outro lado, abre novas oportunidades de parcerias de negócio em termos de preço para essas empresas”.

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