A imagem desta semana mostra a Ponte 25 de Abril, que se encontra na área metropolitana de Lisboa e atravessa o rio Tejo. Já se chamou ponte Salazar, porque foi mandada construir pelo então chefe do Governo de Portugal, António de Oliveira Salazar, em 1960. A partir de 25 de Abril de 1974, passou a ter o nome que se mantém até hoje. É considerada um dos principais símbolos da cidade.

A construção tem quase dois quilómetros de extensão. A zona inferior foi renovada há pouco tempo para colocação de uma via férrea. O forte tráfego nesta importante artéria foi reduzido depois da construção da ponte Vasco da Gama, com 17 quilómetros, que liga às localidades do Montijo e de Sacavém, na parte Norte do Parque das Nações.

Foi em 1953 que o Ministério das Obras Públicas criou uma comissão para o estudo da viabilidade técnica e económica da construção da ponte. Seis anos mais tarde, a 27 de Abril de 1959, foi aberto concurso para a sua edificação. Era exigido que tivesse dois tabuleiros independentes, cada um destinado a um meio de transporte. Desta forma, estava prevista uma plataforma inferior focada no tráfego ferroviário. A parte de cima era reservada aos veículos.

A construção desta importante obra teve a participação de 14 companhias diferentes, 11 portuguesas e três estrangeiras. Havia dias em que chegavam a trabalhar mais de 3 mil pessoas. O concurso foi ganho pelo Gabinete de Engenharia Steinman, Boynton, Gronquist & London, de Nova Iorque.

Depois, o Governo decidiu adequar unicamente a plataforma para os veículos automóveis. A ligação ferroviária foi adiada. A 9 de Maio de 1962, o Estado adjudicou a construção a um consórcio internacional liderado pela norte-americana United States Steel International. A 5 de Novembro desse ano, começaram as obras da ponte e dos seus acessos.

Para supervisão de todos os aspectos ligados à construção da obra, o Ministério das Obras Públicas criou o Gabinete da Ponte sobre o Rio Tejo.

O tabuleiro destinado aos comboios foi desenhado para quatro vias em cada sentido, com uma separação entre si. Em 1990, entraram ao serviço mais duas vias com a eliminação da separação. Oito anos mais tarde, entraram em funcionamento outras duas vias, ou seja, seis ao todo.

Em 1996, a gestão da ponte foi transferida para um consórcio de empresas portuguesas, francesas e inglesas, a Lusoponte. O mesmo consórcio construiu e geriu a ponte Vasco da Gama.

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