Portu Gelato, o projeto que adoce a comunidade luso-venezuelana na Guiana

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As relações entre Portugal e a Venezuela têm uma longa trajetória no âmbito gastronómico, especialmente no setor da doçaria. Para além das gelatarias tradicionais fundadas por famílias portuguesas em Mérida e Los Teques, na cidade de Puerto Ordaz, município de Caroní do estado de Bolívar, destaca-se a Portu Gelato, uma iniciativa de produção artesanal.

A Portu Gelato foi fundada em fevereiro do ano de 2024 pela família Arias Gafanhão, cujas origens provêm da localidade da Gafanha da Nazaré, situada no município de Ílhavo, distrito de Aveiro. O nome do projeto combina o pseudónimo popular «Portu» com o termo italiano para gelado (gelato).

A equipa de produção artesanal é constituída por Fanny Gafanhão, Ewin Arias e Rubén Arias Gafanhão. Os produtos são comercializados principalmente em eventos desportivos, feiras universitárias, celebrações da comunidade portuguesa e durante as permanências consulares na região.

«A nossa inspiração nasce de um projeto familiar concebido há dezasseis anos para criar uma gelataria onde se pudesse desfrutar de um gelado artesanal elaborado por cidadãos de raízes portuguesas, utilizando tecnologias, conhecimentos e matérias-primas de qualidade», expressou Fanny Gafanhão.

A elaboração deste gelado artesanal caracteriza-se por um processo que procura obter sabores autênticos. A Portu Gelato incorpora elementos da identidade portuguesa na sua proposta, incluindo sabores baseados em produtos típicos como o pastel de nata e o vinho do Porto.

O design do logótipo do projeto destaca o Galo de Barcelos, símbolo da tradição e da cultura de Portugal, elemento que se mantém como o eixo central da imagem de marca nas embalagens e na linha gráfica da empresa.

O menu oferece uma variedade que abrange a doçaria internacional, venezuelana e portuguesa para atender tanto a comunidade lusa como o público geral. Entre as opções disponíveis encontram-se sabores como fior di latte, stracciatella, cheesecake, rum com passas, dulce de leche (arequipe), chocolate, café, baunilha francesa, caramelo salgado, vinho do Porto, pastel de nata, coco, morango, maracujá (parchita), iogurte e pistácio.

Apesar da concorrência no mercado regional, a marca tem obtido aceitação entre as famílias guianenses e a comunidade portuguesa no estado de Bolívar, diferenciando-se através da sua proposta que integra receitas tradicionais venezuelanas, lusas e italianas.

«A nossa mensagem para a comunidade portuguesa é que, se têm uma ideia de negócio, não tenham medo de a iniciar. Os desafios são alcançáveis através da perseverança e do compromisso de fazer bem as coisas; se, além disso, se contar com o apoio da comunidade, o sucesso está assegurado», concluiu Fanny Gafanhão.

Por: Marcos Ramos Jardim

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