Portugal e Dinamarca querem «metas ambiciosas»

Convergência na criação de "um verdadeiro mercado único europeu" e respectivas infra-estruturas

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Os chefes das diplomacias de Portugal e da Dinamarca defenderam, segunda-feira, 6 de Outubro, a definição pela União Europeia (UE) de “metas ambiciosas” em matéria de Clima e Energia, destacando a criação de “um verdadeiro mercado único europeu” e respectivas infra-estruturas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, recebeu, segunda-feira, 6 de Outubro, em Lisboa o homólogo dinamarquês, Martin Lidegaard, para um encontro seguido de almoço de trabalho em boa parte dedicado ao Pacote Clima Energia 2030, a discutir no Conselho Europeu de 23 e 24 de Outubro.

“Defendemos metas ambiciosas para 2030”, disse Machete, destacando “o compromisso de Portugal para com a redução da emissão de gases com efeito de estufa e para com o consumo de energia de fonte renovável” e manifestando a expectativa de que “todos os países da UE se associem a esse esforço”.

O ministro frisou a “necessidade de criar um verdadeiro mercado europeu de energia”, considerando que as interconexões entre Portugal e Espanha “são ilhas na UE” e exigem “uma aposta clara no reforço das interconexões ao nível europeu”.

“Não podemos fixar metas de distribuição e de consumo de energias renováveis sem reforçar de forma conveniente as ligações entre os diversos países (para) garantir que países como Portugal (…) possam partilhar parte da sua produção com o resto do mercado europeu”, disse.

Martin Lidegaard assegurou, por seu lado, que a “Dinamarca está próxima, lado a lado, com Portugal nesta matéria” e sublinhou a natureza “decisiva” das decisões que os 28 vão tomar sobre o futuro energético da UE.

“Nos próximos 15 anos a UE tem de substituir ou renovar 80% das sua actual capacidade energética, haja o que houver. Agora é a altura de tomar decisões importantes e ambiciosas, que garantam que deixamos a actual dependência de importações, que temos um verdadeiro mercado único, com preços mais baixos e mais sustentável”, disse o ministro dinamarquês.

Rui Machete adiantou, por outro lado, que recebeu o apoio da Dinamarca à candidatura de Portugal ao Conselho de Direitos Humanos da ONU para o triénio 2015-2017 e assegurou o apoio de Portugal à candidatura dinamarquesa à presidência da Assembleia-Geral da ONU em 2015-2016.

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