Portugal rende-se ao festival da Eurovisão

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A 63ª edição do Festival Eurovisão da Canção está prestes a começar oficialmente. O país anfitrião este ano é Portugal após a vitória em Kiev de Salvador Sobral na edição de 2017 e o local designado para isso é a Altice Arena em Lisboa.

As duas semifinais serão realizadas nos dias 8 e 10 de maio, deixando para o sábado 12 de maio a grande final. Catarina Furtado, Daniela Ruah, Filomena Cautela e Sílvia Alberto estarão encarregadas de realizar a gala, pela segunda vez depois de Viena 2015, em que apenas as mulheres estarão encarregadas do evento. Como exemplo do espírito de integração da competição, este ano o tema escolhido para o concurso é «All Aboard!».

Nesta ocasião, Lisboa conseguirá igualar o recorde estabelecido em Belgrado 2008 e Düsseldorf 2011, edições em que participaram 43 países. Dez deles terão que ganhar seu lugar na semifinal na terça-feira, 8 de maio. Outros dez terão de fazer o mesmo na quinta-feira, e estes vinte classificados vão juntar-se aos representantes dos «Cinco Grandes» e a Portugal, que como país de acolhimento, tem classificação direta.

No total, irão decorrer na Altice Arena, em Lisboa, 95 ensaios, «sem contar com os ‘stand in’ [ensaios de luz e de realização, com figurantes em vez dos concorrentes], que começaram durante a semana», disse à Lusa fonte oficial da organização do concurso. Alguns ensaios (os que acontecem nos dias das semifinais e da final) fazem parte dos nove espetáculos abertos ao público, para os quais os bilhetes estão praticamente esgotados.

Cada um desses nove espetáculos (incluindo as duas semifinais e a final), para os quais foram vendidos bilhetes em 88 países, terá cerca de 11.500 espectadores. A maioria desses bilhetes foi vendida em Portugal (26,55%), seguindo-se Espanha (18,35%), Reino Unido (12,97%), Alemanha (7,62%) e Holanda (3,32%). Esta lista inclui ainda outros países que participam no concurso, como a Austrália, a Ucrânia, França, Bélgica e Israel, mas também outros que não participam, como o Canadá, os Emirados Árabes Unidos, o Peru, a Coreia do Sul, o Vietname, a Venezuela ou o Brasil.

A final será transmitida nos 43 países que participam no concurso. Além disso, «foram também vendidos direitos de transmissão para os Estados Unidos da América e a China». Tudo somando, a organização estima que a final tenha «um potencial de 200 milhões de telespetadores».

O espetáculo será filmado por 19 câmaras, estando envolvidos três realizadores, dois portugueses e um dinamarquês. O palco onde irão atuar cantores dos 43 países participantes, inspirado nos Descobrimentos e nos oceanos, foi desenhado pelo alemão Florian Wieder, responsável pelos palcos das edições de 2011, 2012, 2015 e 2017 do concurso.

Além dos concorrentes, vão atuar também na final o vencedor do ano passado, Salvador Sobral, acompanhado por Caetano Veloso, as fadistas Ana Moura e Mariza, a dupla Beatbombers, campeões mundiais de ‘scratch’, e o músico e produtor Branko.

A estrutura montada na Altice Arena inclui um palco com 460 metros quadrados, rodeado por uma ‘passerelle’ de 220 metros quadrados, que está ligada ao palco por duas pontes metálicas com doze metros cada uma. A ‘abraçar’ o palco estão três círculos suspensos do teto. O mais pequeno, com 60 metros de comprimento e, o maior, com 120. A acompanhar o concurso estarão 1.670 jornalistas acreditados, de 80 países.

Para que isto tudo aconteça, está mobilizada uma equipa composta por cerca de 900 pessoas, à qual se juntam 400 voluntários. Pela Altice Arena irão andar ainda mais mil pessoas, das delegações dos 43 países a concurso. Quanto ao orçamento total, é informação «a divulgar oportunamente».

Além da Altice Arena, o concurso irá chegar também ao Terreiro do Paço, onde está montada a Eurovision Village, de entrada livre, que abre no dia 04 de maio e encerra a 12, onde será possível acompanhar os espetáculos num ecrã gigante, e assistir à atuação de várias bandas e artistas portugueses.

O Festival Eurovisão da Canção é um formato da União Europeia de Radiodifusão (EBU, sigla em inglês), que este ano é organizado em parceria com a RTP, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

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