Portugal renova esperança com vitória na Dinamarca

Ronaldo cabeceou com sucesso aos 90+5 minutos, depois de um centro de Ricardo Quaresma, e gelou por completo o Estádio Parken

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A selecção portuguesa de futebol venceu por 1-0 na Dinamarca, no seu segundo encontro no Grupo I de qualificação para o Europeu de 2016, disputado no Estádio Parken, em Copenhaga, na terça-feira, 14 de Outubro.

Em Copenhaga, Ronaldo cabeceou com sucesso aos 90+5 minutos, depois de um centro de Ricardo Quaresma, e gelou por completo o Estádio Parken, numa altura em que o nulo já era quase certo.

O tento do capitão português aconteceu numa altura em que a Dinamarca até parecia estar mais perto golo, embora Portugal tenha dominado grande da partida e desperdiçado várias oportunidades de golo.

Cristiano Ronaldo alcançou a marca de 22 golos em Europeus, incluindo fases finais e qualificação, e igualou o recordista Jon Dahl Tomasson, avançado dinamarquês já reformado, e que chegou a esses números graças a muitos tentos marcados neste mesmo estádio.

Com esta vitória, a primeira em Copenhaga desde 1977 e que pôs fim a uma série de três jogos sem ganhar nesta capital, Portugal relançou o apuramento para o Euro2016 e somou os primeiros três pontos no Grupo I.

Fernando Santos festejou também a sua primeira vitória como seleccionador português, depois de se ter estreado com uma derrota em França, por 2-1.

Mesmo assim, Portugal apresentou algumas debilidades na concretização, tantas foram as oportunidades criadas, e também nas laterais, em que Cedric e Eliseu estiveram sempre algo nervosos.

Ricardo Carvalho e William Carvalho foram as novidades no “onze” de Fernando Santos, que optou por colocar em campo a equipa que tinha deixado boa imagem na segunda parte do jogo em Paris.

Ao contrário do que aconteceu com a França, a selecção portuguesa entrou muito bem na partida e chegou com alguma facilidade à baliza do guarda-redes Schmeichel, que teve uma intervenção complicada logo aos sete minutos, a remate de Cristiano Ronaldo.

Com um meio campo muito compacto, Portugal foi controlando a partida e somou algumas boas oportunidades, através de Nani, novamente por Ronaldo e também Danny.

O luso-venezuelano foi mesmo o jogador português mais activo nesta primeira parte, com várias fugas pelas alas e boas combinações com os seus colegas da frente.

Apesar da boa exibição, a selecção lusa manteve-se a zero e coube mesmo à Dinamarca a melhor oportunidade desta fase do encontro, quando Krohn-Dehli atirou ao poste, aos 34 minutos, após lance de contra-ataque.

Os dinamarqueses procuravam as saídas rápidas para o ataque e apostavam quase sempre pelo lado de Eliseu, já que o lateral esquerdo aparecia muitas vezes fora de posição e “abandonado” pelos colegas da frente na altura de defender.

O nulo manteve-se até ao intervalo e, logo no início da segunda parte, Portugal continuou a desperdiçar oportunidades. Primeiro foi Cristiano Ronaldo que, isolado, não conseguiu bater Schmeichel, que saiu rapidamente e fez a “mancha” aos pés do avançado português, num lance em que fez lembrar o seu pai, Peter, antigo guarda-redes do Sporting. Depois, William Carvalho atirou por cima, já dentro da área.

Portugal foi mantendo o controlo e, com alguma surpresa, Fernando Santos desfez o trio da frente e colocou João Mário no lugar da Nani, aos 68 minutos. Esperava-se que fosse Tiago a sair, já que estava completamente esgotado, mas o escolhido acabou por ser o jogador do Sporting.

Essa troca acabou por acontecer numa altura em que a Dinamarca cresceu na partida e Krohn-Dehli voltou a estar perto do golo, com um remate à entrada da área que passou a centímetros da baliza de Patrício.

A selecção lusa começou a dar mostras de grande cansaço e nem as entradas de Eder e depois de Ricardo Quaresma conseguiram devolver algum controlo à equipa portuguesa, tendo nessa altura Ricardo Carvalho sido “imperial” a impedir os ataques dinamarqueses.

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