“Precisamos de dois ou três deputados da diáspora na ALRAM”

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José Nascimento, conselheiro da diáspora madeirense na África do Sul, questiona se os 5 milhões de portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo apenas servem para envio de remessas.

“Precisamos de 2 ou 3 deputados da diáspora na Assembleia Legislativa Regional para melhor defenderem os interesses da diáspora”, reivindica o conselheiro das comunidades madeirenses na África do Sul.

O advogado de profissão quer uma nova revisão Constitucional que seja ciente dos cincos milhões de portugueses que compõem a nossa diáspora.

“Quero ver se a nova Revisão Constitucional é ciente dos 5 milhões da Diáspora ou se estes só servem para remessas?”, questiona.

O conselheiro defende que o assunto deve ser tratado agora no parlamento em Lisboa se a vontade é sincera.

“É uma loucura que um terço dos portugueses só tenham 4 dos 230 deputados, ainda por cima escolhidos por Lisboa e que Açores e Madeira nem um deputado têm”, lamenta.

Para José Nascimento, “os conselheiros da diáspora açoriana têm algum poder vinculativo em relação à governação de assuntos que tocam à diáspora”.

“Não podemos esperar muito mais tempo”, diz perentório.

“Vem aí 50 anos do 25 de Abril e esta questão antidemocrática persiste não obstante dos dirigentes todos terem conhecimento do assunto”, aponta.

O conselheiro recorda que este assunto foi levantado pelo próprio “num Congresso das Comunidades na Madeira há 29 anos e foi tema da primeira página do Jornal da Madeira”.

“Critiquei o sistema do Congresso dos ditos emigrantes e protestei nunca mais vir à região sob aquele sistema”, assevera.

A concluir, José Nascimento diz que já levantou a mesma questão “com vários ministros e secretários de Estado da República durante muitos anos”.

“Portanto todo o mundo conhece o assunto. Agora precisamos é de sinceridade e boa vontade”, termina.

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