PSD protesta pelo incumprimento de ligação aérea directa entre a Madeira e a Venezuela

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O grupo parlamentar do PSD entregou um voto de protesto ao Governo da República pelo incumprimento de uma ligação aérea directa entre a Madeira e a Venezuela, através da companhia pública aérea, a TAP, ou de outro operador aéreo, e pelo reiterado incumprimento de promessas e de anúncios por parte do Primeiro-Ministro, António Costa, e do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafofo, às respectivas comunidades portuguesas.

A Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), através da sua CEO, Christine Ourmières-Widener, afirmou, na passada sexta-feira, na abertura do Aviation-Event Executive Fórum, que a TAP não tem prevista nenhuma ligação directa entre a Madeira e a Venezuela.

“Uma afirmação que defrauda, por completo, as expectativas dos madeirenses e lusodescendentes espalhados pelo mundo, em particular na Venezuela, pois, ao longo dos anos, a Diáspora e a necessidade de ligações diretas com os países onde se encontram tem sido argumento recorrentemente usado pelos sucessivos Governos da República”, alega o PSD.

“Desde 2015, que o Governo de António Costa tem criado, junto das comunidades portuguesas, um rol de expectativas e de promessas que nunca passaram de intenções adiadas. Em Julho de 2022, Paulo Cafofo, secretário de Estado, anunciou e assegurou uma ligação directa Funchal-Caracas, semanal, a partir de 21 de Agosto daquele ano. Ainda em 2022, em Caracas, foi referido que o Governo da República estava a trabalhar na sensibilização sobre a importância desta ligação. Paulo Cafofo, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, repetiu o “esforço grande do Governo e da diplomacia portuguesa” nesta matéria.

Esta situação acaba por se igualar à da ligação entre Portugal e a África do Sul, que, por diversas vezes, foi anunciada e prometida e, até hoje, ignorada”, acusa o PSD.

“Apesar dos anúncios e das promessas, António Costa e Paulo Cafofo continuam a ignorar a obrigação de servir o País e a Diáspora com rigor e a olhar para as nossas ilhas e para as suas comunidades como um outro qualquer destino turístico no mundo. Sem atenção às suas especificidades, todas elas até defendidas constitucionalmente”, conclui o partido.

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