Que a Madeira não se deixe destruir!

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Alberto João Jardim

O parlamentarismo degradado da Monarquia Constitucional e da República de 1910, ambas maioritariamente sob controle maçónico, provocaram uma falência e um impasse tais no Estado, que levámos com uma ditadura de extrema-direita mais de 40 anos.

Um e outro daqueles regimes enganaram os Portugueses com MITOS próprios da política sem-vergonha. Assentaram num caciquismo urbano e rural. Em tempos de analfabetismo generalizado e de Direitos Cívicos recusados às Mulheres, constituíram como um neo-feudalismo na transição do século XIX para o XX.

Políticos medíocres e desavergonhados; o peso da maçonaria que ia permitindo a sobrevivência do débil capitalismo português; a ignorância das populações que facilitava o império do MITOS; o extremar da «questão religiosa». Tudo levou ao colapso daqueles dois primeiros ensaios de Democracia em Portugal.

Os MITOS são representações idealizadas de factos, de situações ou de pessoas, do passado, presente ou futuro, mas que não passam de fictícias.

E como na política se usam os MITOS! Então as aldrabices, os «vale-tudo», em girândolas permanentes nas campanhas eleitorais!… E que mesmo nestas ocasiões, tenhamo-lo em atenção, não vêm só de políticos…

Ora o fictício, a mentira que os MITOS propagandeiam, mais cedo ou mais tarde, principalmente quando é atingido o zénite dos exageros, leva o Povo a se descobrir traído, enganado.

É assim que rebentam as revoluções que, mesmo quando mais pacíficas, põem termo aos respectivos regimes políticos.

Um dos MITOS com que é hábito alguns políticos enganarem o Povo, é o da «igualdade».

A Declaração Universal dos Direitos do Homem, em vigor também no Portugal democrático, diz «Todos os Homens nascem livres e iguais».

É o bastante para os regimes políticos, por mais abomináveis que sejam, todos se autoproclamarem de defesa das «liberdades» e em promessas de «igualdade».

É evidente que na Declaração Universal dos Direitos do Homem trata-se da Igualdade de Direitos e de Deveres, a começar pelo Direito à Vida, pois se não há desde a nascença dois Seres Humanos iguais, do cérebro, da cara, do corpo, aos pés, obviamente que não seria uma declaração jurídica que os formataria exactamente «iguais»!…

Aliás, na Declaração, está o verbo «nascer» e não o verbo «ser». Igualdade nos Direitos e nos Deveres, para cuja concretização os poderes públicos têm de propiciar uma rigorosa igualdade de oportunidades.

Ora, sem Liberdade, com tiranos, com partidos únicos, com regimes totalitários, a Igualdade é impossível. Há sempre opressores e oprimidos. Daí o truque de os socialismos enganarem as populações, ao darem prioridade ao MITO da «igualdade» sobre a realidade possível que é a Liberdade.

Temos o bom-senso de reconhecer as Democracias como imperfeitas, sobretudo as parlamentares, numa óptica das Liberdades. Só que, como dizia Churchill, não há melhor. É o menos mau.

E a tal «igualdade» que o radicalismo socialista apregoa, na História vimo-la sempre num nivelamento FEITO POR BAIXO, e não de melhores condições de vida. Inclusivamente destruindo as Classes Médias que, com a sua Formação e Cultura, são os pilares da sustentabilidade das Liberdades democráticas.

E por muito «bonitos» que tentem ser os discursos sobre as Classes Trabalhadoras – também chamadas de «gente mal informada» sempre que os socialismos perdem um eleição – o que o radicalismo das teorias socialistas não tem nem a coragem, nem a honestidade de reconhecer, é que, afinal, foi nos regimes políticos onde funciona o mercado livre e se respeita o Direito à propriedade e à iniciativa privadas, onde não se caminha para a estatização e existe liberdade sindical, QUE OS TRABALHADORES ALCANÇARAM MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA E MAIS PODER DE CONSUMO, do que nos socialismos.

Negar isto, é ignorar e deturpar a História.

Claro que tal não se deveu ao capitalismo em si.

Não se deve ao liberalismo. Muito menos ao capitalismo selvagem.

Deve-se à intervenção moderadora dos poderes públicos, corrigindo a exploração que um mercado absolutamente liberal produziria. Por isso, foi chamada Economia Social de Mercado que trouxe o aparecimento e o crescimento de fortes Classes Médias.

Hoje, infelizmente, distorce-se o Estado Social, transformando-o num Estado assistencialista onde se compra o voto; os que trabalham pagam os que podem, mas não querem trabalhar; cada vez mais a Produtividade é menor, como é menor a exigência de ESTUDAR e vai-se ao ponto de procurar eternizar a precariedade laboral e a pobreza, para de aqui resultar dependência política!

E, em eleições, é este «bacalhau a pataco» que desgraçou a Monarquia Constitucional e a República de 1910, com as «promessas» e a distribuição de dinheiro para aqui, para acolá, para estes e para aqueles. Em vez de se comprometerem com a edificação necessária dos meios que, no futuro, sustentarão mais Desenvolvimento Integral, mais Empregos, mais Produtividade, melhores Salários, Direito à Habitação, melhor Educação e Saúde, mais garantias à Terceira Idade.

E, indispensável a tudo isto, MAIS AUTONOMIA PARA A MADEIRA E NEGOCIAÇÃO DAS GRANDES QUESTÕES PENDENTES que, inexplicavelmente – ou talvez não… – andam ocultadas… por todos!…

Os dois MITOS, o da «igualdade» e do «bacalhau a pataco», iam destruindo Portugal.

A Constituição de 1976, ainda nos tem, vulneráveis.

Ao menos, que a MADEIRA NÃO SE DEIXE DESTRUIR!

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