“Quem está na Venezuela não é português de segunda”, garante Paulo Cafôfo

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O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, no âmbito da sua visita à Venezuela, esteve nas instalações da Casa Portuguesa do Estado de Aragua, tendo sido acompanhado pelo embaixador de Portugal em Caracas, Carlos Sousa Amaro.

Na sua intervenção nesta casa, o governante começou por enaltecer o serviço prestado pela embaixada e pelo Cônsul-Geral de Portugal em Valência, liderado por Rosa Tavares, também presente na cerimónia.

“É preciso termos noção que o serviço que prestamos fora de Portugal, embaixada ou consulado, merece da parte do Governo português a maior atenção. Os portugueses que vivem no estrangeiro merecem ainda mais atenção do que aqueles que estão em Portugal. Porque é admirável a coragem e a humildade com que tantos e tantas saíram do nosso país, mas o país não saí deles”, disse, deixando um agradecimento ao Embaixador Carlos Sousa Amaro e à cônsul geral Rosa Tavares.

“Serviram o Estado Português e quem serve o Estado Português, serve os cidadãos e a pátria”, disse.

Já quanto aos cidadãos emigrados, o secretário de Estado garantiu que estes não são esquecidos. “Quem aqui está não é português de segunda É português de primeira”, vincou.

Paulo Cafôfo mais afirmou que é “admirável chegar à Venezuela e ver as obras que foram feitas”. “Realmente os portugueses que vieram para a Venezuela tiveram visão de futuro e os investimentos que fizeram estão à vista de todos. Estas obras são única no mundo. Não há país ou comunidade como a da Venezuela que tenha esta grandiosidade”, declarou, realçando ainda a “obra humana”, referindo-se ao humanismo destes emigrantes.

“Aqui ninguém é deixado para trás, mesmo com as dificuldades enormes”, notou, considerando que “isto faz toda a diferença”.

O governante realçou ainda a capacidade de os portugueses se integrarem e relacionarem com a comunidade venezuelana. “É uma simbiose perfeita”, reiterou, embora reconheça que a situação neste país tem sido complicada nos últimos anos, não tendo passado ao lado dos portugueses lá residentes.

A terminar, Paulo Cafôfo vincou que o Governo Português tem procurado apoiar esta comunidade, dando o exemplo do apoio social aos emigrantes, aos idosos carenciados, o apoio ao associativismo, a rede médica e o envio de medicamentos.

“Nos últimos anos, foram transferidos 1,5 milhões de euros, que procuraram minimizar a vulnerabilidade e a fragilidade dos nossos cidadãos. É esse reforço que queremos continuar”, garantiu.

Já Rosa Tavares abordou o trabalho desenvolvido no consulado que dirige. “Nestes três anos já demos mais de dez mil novas nacionalidades. É um ritmo muito elevado e que tem representado um esforço muito grande do nosso consulado geral, dos nossos funcionários e dos nossos consulados honorários, que têm feito um esforço muito grande para ajudar a informar quias os requisitos que as pessoas necessitam”, asseverou.

“Temos feito o nosso melhor”, aditou ainda, notando esta disponível e receber sugestões sobre como melhorar os serviços prestados.

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