Quinto voo especial da TAP foi bem sucedido

Aproveitar o espírito natalício de Portugal foi o grande incentivo para a chegada de emigrantes e luso-venezuelanos ao território português

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A TAP Air Portugal realizou neste fim-de-semana mais uma operação especial (ida e volta) para transporte de passageiros entre os aeroportos de Lisboa e de Caracas, na Venezuela, para transporte de passageiros portugueses e venezuelanos que pretendem se juntar às suas famílias durante o período de Natal e Passagem de Ano, em qualquer um dos países.

O primeiro voo (TP3177) partiu de Lisboa na sexta-feira, dia 18, pelas 10h46 locais, tendo aterrado no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, que serve a cidade de Caracas, pelas 14h44 locais (menos quatro horas UTC).

O avião utilizado nesta operação foi um Airbus A330-900neo, registo CS-TUJ, sendo a terceira operação realizada pela TAP desde setembro passado, com avião próprio. Tal como os anteriores voos (houve mais dois realizados pela Hi Fly desde o início da pandemia), também este teve de ser devidamente autorizado pelo Governo da Venezuela, que até final de fevereiro não permitirá tráfego comercial regular de companhias europeias no País, alegando que é preciso conter a entrada de viajantes que possam contagiar os nacionais com o novo coronavírus.

O voo de regresso (TP3178) de mais esta operação da TAP, que voltou a contar com a cooperação do Consulado-Geral de Portugal na capital da Venezuela, descolou neste sábado, dia 19 de dezembro, pelas 18h25 locais (22h25 em Lisboa, mesma hora UTC) e aterrou no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa pelas 05h49 locais deste domingo, dia 20, segundo os registos da plataforma de rastreio de voos e aeronaves ‘FlightRadar24’.

O avião saiu cheio (298 passageiros) de Caracas, sendo que 146 se destinam à ilha da Madeira, onde chegarão ainda neste domingo, em voos regulares da TAP provenientes de Lisboa.

Foi dada prioridade aos passageiros que já tinham adquirido bilhetes para os voos regulares da TAP previstos para este mês de dezembro, adiados por imprevista imposição do Governo da Venezuela.

Natal madeirense ‘seduz’ emigrantes

Aproveitar o espírito natalício tão característico da Região Autónoma da Madeira, apesar das restrições em consequência da Covid-19, foi o grande incentivo para a chegada de 149 emigrantes e luso-venezuelanos à ilha.

“Foram 149 passageiros divididos por três voos ao longo do dia. O que significa que metade dos passageiros que vieram de Caracas tiveram como destino final a Madeira”, descreveu inicialmente Rui Abreu, diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa.

Estes emigrantes e luso-venezuelanos vêm “passar férias de natal à Madeira” e devem voltar a terras de Simón Bolívar assim que o espaço aéreo venezuelano for aberto a voos comerciais regulares desde terras lusas.

Passageiros já tinham bilhete

Ao contrário das anteriores operações desde a Venezuela, neste “a autorização foi solicitada pela TAP” e teve como objetivo “trazer os passageiros que tinham comprado viagens para os voos regulares da Transportadora Aérea Nacional”.

O diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu, detalhou as características “muitos especiais” do mesmo. “Trata-se de um voo com características muito especiais. A autorização para realizar este voo foi solicitada pela TAP para trazer passageiros que tinham já comprado viagens para os voos regulares que se iriam reiniciar durante o mês de dezembro”. Voos estes que não puderam acontecer “porque o governo venezuelano prorrogou o encerramento do espaço aéreo até fevereiro”.

A procura por estas ligações, agendadas para a quadra natalícia, tinha sido bastante elevada. A TAP procurou assim colmatar, ainda de que forma condiciona, esse mesmo transporte. «A grande maioria vem para passar as férias e muito poucos para regressar de vez à região», disse Rui Abreu à agência Lusa.

O representante do Governo regional referiu que estes emigrantes vieram em três voos, representando «apenas 149 passageiros dos cerca de 8.000 que sábado e hoje» viajam para a Madeira. «Vão cumprir todas as regras de rastreio e segurança determinados como os restantes passageiros», salientou o responsável.

Rui Abreu argumentou que esta vinda de emigrantes está inserida na «mobilidade normal», sobretudo nesta altura do ano, recordando que na Venezuela existe uma comunidade portuguesa composta por aproximadamente «meio milhão de pessoas, a maioria com ligações à Madeira».

«Este ano muito poucos vieram para ficar e os aviões levam sempre pessoas no regresso aquele país», salientou.

O diretor regional recordou que «antes existiam quatro voos semanais de ligação entre Portugal e a Venezuela e, antes da pandemia, eram dois, o que representava 600 lugares».

Rui Abreu esteve no Aeroporto Internacional da Madeira a dar as boas vindas a estes passageiros, destacando a importância de cumprirem o «período de confinamento obrigatório entre a realização do primeiro e o segundo teste de rastreio para a covid-19».

Passageiros «bem cientes»

Os passageiros recebidos pelo diretor regional estavam satisfeitos pois “estiveram pouco tempo à espera em Lisboa”. Rui Abreu garantiu ainda que os mesmos vinham “bem cientes” de que teriam que fazer teste na Região.

“Alguns dos passageiros já surgiram com teste PCR feito na Venezuela. As pessoas estavam conscientes [da dupla testagem imposta pelo Governo Regional] porque nós [Direção Regional] informámos o Consulado em Caracas”, concluiu.

Desde março que o espaço aéreo venezuelano está encerrado. Durante este período já chegaram a território insular cerca de 700 emigrantes e luso-venezuelanos.

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