Relatório do Banif refere “mau negócio” de Costa

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A dívida da Madeira não teve influência na resolução do Banif que não tinha créditos a cobrar à Fundação Social Democrata ou a qualquer partido. A venda do banca ao Santander foi um “mau negócio”, sobretudo porque o Estado recebeu apenas 150 milhões de euros e já tinha injectado mais de 3 mil milhões. Uma compra que o Santander valorizou rapidamente.

Estas são algumas das conclusões da proposta de relatório da comissão de inquérito ao Banif que o relator, João Paulo Marques (PSD), entregou. Os deputados têm até à próxima quarta-feira para apresentar propostas de alteração que serão discutidas a 12 de Março, numa reunião em que será votado o relatório final.

Esta comissão de inquérito foi criada em Fevereiro de 2016, por iniciativa do PS e mais cinco deputados da oposição e pretendia avaliar a exposição do banco à dívida Região, a participação da EEM no capital no Banif e o processo que levou à resolução do banco. Também foi abordada a situação dos lesados e a relação do banco com a Fundação Social Democrata da Madeira.

Ao longo de mais de dois anos, foram ouvidas várias entidades, entre elas o ex-presidente do banco Jorge Tomé, bem como a EEM e a associação de lesados.

João Paulo Marques fez questão de referir a falta de colaboração do Banco de Portugal que chegou a questionar a legitimidade da própria comissão.

Na proposta de relatório conclui-se que não houve exposição do banco às dívidas da Madeira ou dos Açores e que não haveria quaisquer créditos a cobrar à Fundação Social Democrata ou a qualquer partido. A participação da EEM no capital era residual.

Nas conclusões é criticada a forma como o governo da República acolheu todas as exigências da Comissão Europeia. Também são referidas as promessas feitas pelo primeiro-ministro, António Costa, aos lesados do banco.

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