Reprovado voto de saudação pela nomeação de Paulo Cafôfo

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A maioria PSD/CDS votou contra e não passou o voto de saudação ‘pela nomeação de Paulo Alexandre Nascimento Cafôfo para o cargo de Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas do XXIII Governo Constitucional’, foi apresentado pelo PS no plenário madeirense, tendo recebido o ‘sim’ apenas de JPP e PCP.

Na sua discussão, Sérgio Gonçalves apresentara-o, justificando que “representa uma excelente notícia para as comunidades portuguesas, particularmente para as comunidades madeirenses espalhadas pelos quatro cantos do mundo”

Elencando o percurso político de Paulo Cafôfo e as suas qualidades humanas, Sérgio Gonçalves considera que não poderia ser “uma escolha mais acertada”.

“Damos o benefício da dúvida”, disse Lopes da Fonseca (CDS) apesar de expressar não lhe reconhecer competências para este cargo. Além disse, não considerou pacífico o texto que acompanha o voto, nomeadamente das referências da relação do governo de António Costa com a Região. E não especificou se o CDS alinharia pela votação.

Já Élvio Sousa (JPP) lamentara, quase que por antecipação, o défice da classe política em “reconhecer méritos nos outros”, independentemente das suas ideologias. “Nesta questão da nomeação de um madeirense para ao governo, há aqui muita incoerência daquilo que se têm queixado os políticos regionais, que é o centralismo”, deixando implícito que votará a favor do voto.

Ricardo Lume (PCP) estranhara que “o que deveria ser normal, com um Governo da República ter representantes de todo o país, o que deveria ser mesmo uma regra”, não percebendo a contestação. Mas, “é necessário que com a entrada de Paulo Cafôfo é que traga respostas para os madeirenses”, exaltara, revelando que votaria favoravelmente

Já Carlos Fernandes (PSD) dissera que “não lhe conhecemos ideias e opiniões sobre as nossas comunidades. Nunca referiu uma palavra sobre as nossas comunidades. Muito pelo contrário, saia da sala ou simplesmente nem apareceria”, recordando os tempos em que Cafôfo era deputado na ALRAM, numa dialética que foi também seguida por Ana Cristina Monteiro (CDS).

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