Robert Correia tenta vingar na Pérola do Atlântico

Jogador natural de Caracas pertence à equipa dos sub-19 do Club Sport Marítimo, Madeira

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Robert Correia é um dos muitos futebolistas venezuelanos que optaram por tentar a sorte em clubes estrangeiros. Nascido em Caracas, a 30 de Janeiro de 1996, este jovem de 18 anos integra a equipa de sub-19 do Club Sport Marítimo, da Ilha da Madeira, como trinco e defesa central.

O primeiro contacto com o futebol por parte deste jovem, filho de madeirenses (o pai é natural do Santo da Serra e a mãe do Curral das Freiras), ocorreu no Centro Português, de Caracas. Aos três anos de idade entrou para a escola de futebol de salão. E aos seis anos começou a jogar futebol no Colégio Integral Ávila, onde estudou até os 14 anos. Dois anos antes de sair desta escola, o jovem ingressou na Escola de Franco Rizzi, onde jogou até aos 16 anos. Para a época, o ritmo de vida era muito forte. “Treinava dois dias no Centro Português; dois, no colégio e outros dois na Franco Rizzi. Também jogava aos sábados e domingo. Claro, aos 14 só estava com a Franco”, lembrou.

Aos 16 anos, Rizzi levou-o, juntamente com dois amigos, a fazer provas no Caracas FC. “Ficámos outro amigo e eu, nos sub-18. Joguei uma temporada e ali tive como treinador Rolando Bello. Era difícil treinar todos os dias. Às vezes em duplo turno, de manhã e à tarde, com a escola pelo meio. Além disso, aos sábados jogávamos fora e perdia a sexta-feira, sábado e domingo em autocarros”, contou.

“Os meus pais me ensinaram a respeitar todas as pessoas”

Terminou a campanha com o ‘Rojo’ e foi fazer um teste com o Marítimo, na Madeira. “Fui com um senhor que me viu no Centro Português e disse-me para ir fazer uma prova em Outubro do ano passado. Vim em Setembro de 2013, por duas semanas. Disseram-me que ficava, e que podia à Venezuela mas que tinha de voltar dentro de duas semanas para começar a treinar no clube. Os meus pais ficaram muito contentes quando lhes dei a notícia”, explicou.

Partir para Portugal foi um passo importante que deu na sua vida. “Estou vivendo com os meus tios, e a única coisa que mudou é a comida. De resto, tudo é distinto: O clima e a segurança”, precisou.

A adaptação não foi complicada. “Já sabia algo de português. Custou-me um pouco a escola, não foi fácil, mas passei de ano e pronto”, acrescentou.

Mas nem tudo tem sido um mar de rosas. Há seis meses, Robert lesionou-se na coluna e ainda está por esclarecer o motivo da mesma. “Levei um golpe num jogo contra a Camacha, a 12 de Abril. Tinha uma inflamação nessa zona e desde então, já fiz ressonâncias magnéticas, consultei médicos especialistas, descanso, pura fisioterapia e não me passa a dor. Estou, actualmente, a fazer mais exames a ver se ultrapasso isto. Nunca havia parado mais de dois dias devido a lesão e esta atacou-me bastante, já que é uma zona delicada e todo o que se passa diariamente, recai na aí na região lombar”, explicou, com preocupação estampada no rosto. “É um exame que vê a coluna como em 3D e permite ver mais claro. Já realizei uma ressonância de dois raios x, e agora vou a fazer uma que se chama Tac, cá em Portugal. E já fiz acupunctura, fisioterapia e nada”, prosseguiu.

Todos os treinadores que conheceu deixaram-lhe lições. “Não me marcou nenhum em especial, conheci muitos e a maioria deles são bons. Creio que em vez de um só, seriam todos”, indicou.

«Concentro-me apenas em jogar com a primeira equipo do clube. Mas se me chamarem da Venezuela, calor que iria»

Todos os jogadores têm ídolos, e Robert não é a excepção. “Em pequeno gostava do Figo e do Zidane. Actualmente, devido à posição em que jogo, gosto do Xabi Alonso, Pirlo e do William Carvalho, pelo seu jogo simples. Também do Sergio Ramos”, observou.

Ainda não sabe qual selecção escolher: Portugal ou Venezuela. “Por agora, concentro-me apenas em jogar com a primeira equipo do clube. Mas se me chamarem da Venezuela, calor que iria”, disse.

Apenas pensa no futebol. Mas não descartaria outra profissão. “Gosto de engenharia mecânica”, confessou.

Os valores transmitidos pelos pais têm sido vitais para a sua vida. “Muito necessários, já que os meus pais me ensinaram a respeitar todas as pessoas, e ser sempre persistente. Algo como o respeito e a humildade é muito necessário num futebolista”, assegurou.

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