Rui Fontes perspetiva um marítimo “mais ambicioso” na época 2022/23

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O presidente do Marítimo disse hoje que o objetivo para próxima época passa por reforçar a equipa da I Liga de futebol “de maneira a que dê mais tranquilidade e seja mais ambiciosa”, após uma temporada positiva.

“O nosso objetivo agora é criar condições para que esta equipa que tão bem se comportou no campeonato, seja reforçada de maneira a que nos dê mais tranquilidade e que seja mais ambiciosa no próximo ano”, revelou Rui Fontes à agência Lusa.

O líder dos ‘leões’ da Madeira explicou ainda que a competência do futebol é da SAD do emblema insular, que tem como presidente o antigo futebolista e treinador, João Luís, mas que o clube como acionista maioritário da mesma, “tem reuniões com a administração da SAD no sentido de preparar uma época que seja [encarada] com mais ambição e que faça jus àquilo que é a história do clube na I divisão”.

Segundo o dirigente, de 68 anos, que preside o emblema madeirense pela segunda vez, depois da passagem pelo cargo entre 1988 e 1997, o Marítimo, por ser um clube histórico no patamar mais alto do futebol português, “com mais presenças a seguir aos três ‘grandes’, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, tem de estar junto deles”.

“Não podemos estar há quase 40 anos na I Divisão e em vez de melhorarmos estarmos a piorar”, referiu o líder do elenco diretivo ‘verde rubro’ que tomou posse em 05 de novembro, após ter vencido em 22 de outubro as eleições com 65% dos votos, derrotando o presidente dos últimos 24 anos, Carlos Pereira.

Há quase sete meses no cargo e a uma jornada de encerrar a I Liga tendo as contas da manutenção tranquilamente seladas há três jogos, Rui Fontes faz um balanço positivo porque tudo a que o emblema se comprometeu “está neste momento a ser cumprido”.

“No início, a equipa de futebol era de fato o grande problema do Marítimo e preocupava toda a gente. Muita gente me aconselhou a não concorrer [ao cargo de presidente] porque era um risco muito grande que eu ia assumir, no sentido de retirar o Marítimo de uma situação que todos pensavam que era inevitável”, afirmou.

Relembrando que a comitiva escolhida para assumir a SAD e a equipa técnica liderada por Vasco Seabra “reuniu um conjunto de pessoas que permitiu subir na classificação rapidamente, ao ponto de em janeiro não ter sido necessário ir ao mercado para reforçar a equipa”.

Quando questionado se esperava este desfecho de época, Rui Fontes garantiu que perante a situação que encontrou o clube – na penúltima posição, na 11.ª ronda, com apenas sete pontos somados – está muito satisfeito e grato “a todos aqueles que contribuíram para que o Marítimo conseguisse chegar ao final do campeonato tranquilo”.

“Não esperava que a estabilidade do Marítimo fosse tão boa neste momento. Pensava que íamos recuperar, porque caso contrário também não me candidatava. Tinha quase a certeza de que íamos dar a volta à situação, mas não há dúvida que perante aquilo que encontramos estamos muito bem”, frisou, sublinhando que os insulares ainda podem chegar aos 41 pontos e ascender ao sétimo lugar, se vencerem o Portimonense na última ronda.

O presidente maritimista recordou ainda a última partida, em que o Marítimo se deslocou a Vizela, tendo empatado 1-1, diante de um adversário que tinha de pontuar para se manter na I Liga.

“No domingo, jogámos num campo muito difícil, onde o Vizela não podia perder e estivemos muito bem. Se estivéssemos ainda a fazer contas, nem quero imaginar o que seria nestas jornadas finais, com equipas muito difíceis e ainda em dificuldades”, contou, relembrando um passado recente do único emblema madeirense a disputar a I Liga de futebol.

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