Sabia que…? Curiosidades sobre o Natal

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Milhões de pessoas em todo o mundo celebram o Natal. Algumas recordam os que já partiram enquanto outras festejam em grande o que o ano novo irá trazer. Independentemente dos motivos de cada um para celebrar, existem inúmeras curiosidades em torno desta época.
Os três reis magos, por exemplo, datam do século VI d.c.. Melchior, que representa os europeus, ofereceu ao Menino Jesus um presente de ouro que atesta a sua realeza. Gaspar, representante dos semitas da Ásia, ofereceu ao Menino o bem mais apreciado desta zona, o incenso, como símbolo da sua divindade. E por último, Baltasar, negro e com barba, identificando-se com os filhos de Cam, os africanos, que entregam a mirra, em alusão à sua futura paixão e ressurreição.

Os restos mortais dos reis magos estiveram durante 300 anos em Constantinopla, onde antes era Bizâncio e agora é Istambul, na Turquia.

Foram depois trasladados para Milão onde ficaram até 1162, ano em que o imperador Barba-Ruiva saqueou Milão e entregou os restos mortais ao arcebispo Reinaldo de Dassel, que decidiu mudá-los para Colónia, Alemanha. Os restos dos três reis magos descansam num cofre de ouro e prata que pesa cerca de 350 quilos.

Em alguns países existe a lenda da bruxa Befana, que varria a casa com a sua vassoura quando os reis magos passaram rumo ao presépio de Belém e a convidaram a ir com eles. A bruxa não os acompanhou e sentiu-se arrependida. Por isso, Befana sai todos os anos para distribuir prendas, em busca do Menino Jesus, como sinal de arrependimento. Contam que esta lenda da bruxa Befana teve origem em Itália.

Outro dado curioso relacionado com o Natal figura em torno do Pai Natal, Santa Claus ou São Nicolau: Na realidade, trata-se de uma figura inspirada no bispo cristão chamado Nicolás, que viveu no século IV na actual Turquia. Era uma pessoa venerada pelos cristãos da Idade Média e hoje as suas relíquias conservam-se na basílica de São Nicolás em Bari, Itália. Dele contam-se centenas de histórias, narrando os seus milagres e bondades.
A cinco meses do começo da Primeira Guerra Mundial, ambos os lados descansaram no Natal, e cantavam entre eles cânticos de Natal. Na manhã seguinte, soldados alemães saíram das trincheiras e começaram a aproximar-se das tropas aliadas gritando ‘Feliz Natal’ em inglês. O mais incrível é que não foi um truque: Dezenas de soldados britânicos saíram para recebê-los e apertar as mãos, inclusive trocaram cigarros.

O peru da noite de Natal teve a sua origem no México no século XVI. Os aztecas tinham dado a provar ao conquistador Hernán Cortés, que gostou e levou-o para Espanha. No México, chamavam-lhe ‘guajolote’.

A flor da noite de Natal, o ‘papagaio’, é nativa de regiões tropicais do México, especificamente de Taxco, Guerrero. A sua utilização como planta decorativa na temporada de Natal deve-se a que floresce no Inverno. Os pré-hispânicos chamavam-na, em náhuatl, Cuetlaxóchitl, que deriva da união das palavras Cuetlaxtli, que significa cuero e xochitl, ou seja, flor. Esta flor foi dada a conhecer ao resto do mundo durante a época colonial, e adorna as igrejas durante as festas de Natal.

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