Altatribuna: «Se te mexes, disparo»

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Esta simples e pequena frase, que intitula este artigo, não necessita de grandes apresentações. Viver na Venezuela e não a ter escutado ainda é uma grande bênção, porque ao passar em qualquer das ruas de Caracas, uma das duas cidades mais perigosas do mundo, para nos situarmos no lugar próprio dos acontecimentos, estamos simplesmente expostos a escutá-la. É como uma “roleta russa”, a qual jogamos a diariamente. Chegar a casa sãos e salvos é uma opção que, estatisticamente falando, não tem preço. E todos vivemos sob essa ameaça. Para escuta-la não há discriminação que valha. Todos temos um preço. Tu e eu, amável leitor. Que afortunadamente não vivemos da política, as que lamentavelmente padecemos por ela no nosso quotidiano. Não te atrevas a dizer que isto não é contigo, porque ainda não te aconteceu. Não sejas “caradura”. Durante estes longuíssimos anos, que parecem mais pelo padecimento, tendo em conta de que o tempo é relativo, temos visto desmoronar-se tudo o que se conhecia como instituição. Temos sido demasiado permissivos e tolerantes porque no fundo acreditámos: “Não, isso não acontecerá”. Mas vemos que está de facto acontecendo. O desencanto tem os seus limites e isso já o temos visto até à saciedade. Devem ser obrigados a abandonar o poder pelas mesmas vias que o alcançaram, pelos votos de todos nós. Quiçá não sejam capazes de aceitar a derrota, que a têm marcada na cara, mas a liberdade não se negocia e esta oportunidade é de ouro. E quem os obrigará? Nós todos, os que amamos de verdade a pátria de Bolívar e Miranda.

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