Sémen do homem fortalece VIH

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Um novo estudo feito em conjunto com a Universidade da Califórnia, em San Francisco, nos Estados Unidos, e The Gladstone Institute, avançou que o sémen dos homens parece dar ao vírus da SIDA um impulso adicional. Este achado, conforme sustentam os investigadores, poderia explicar porque é tão difícil desenvolver cremes ou geles efetivos para prevenir a infeção.

A investigação também revelou que o medicamento chamado maraviroc (selzentry, nome comercial nos EUA e celsentri fora da EU) poderia marcar o caminho para resolver este problema e dar-lhe aos micróbios o impulso necessário para que tanto as mulheres como os homens pudessem utilizar para se protegerem eficazmente contra a infeção.

«Acreditamos que este pode ser um dos fatores que explicam porquê tantas drogas que bloqueiam eficazmente a infeção por VIH nas experiências de laboratório não trabalham no ambiente do mundo real», declarou Nadia Roan, autora principal do estuo que foi publicado na revista especializada Science Translational Medicina.

O sémen, o líquido que transporta os espermatozoides, também contêm pacotes de proteína chamada fibras amiloides. O vírus da imunodeficiência humana (VIH) une-se a eles em grupos que os ajudam a invadir as cédulas. Os grupos também parecem ser capazes de repelir os fármacos utilizados nos microbicidas.

Quando Roan e os seus colegas experimentaram diferentes microbicidas em mostras de VIH, concluíram que a inclusão de sémen dava um impulso de dez vezes mais ao vírus para infetar as células, e fez com que os microbicidas fossem vinte vezes menos eficazes.

«Os microbicidas foram desenvolvidos originalmente como uma forma de potenciar e proteger as mulheres na África subsaariana, que muitas vezes não têm uma forma de negociar sexo seguro ou a utilização de um preservativo», contou o doutor Warner Greene, diretor de Virologia e Imunologia do Instituto Gladstone. «Contudo, a primeira geração de microbicidas foi em grande medida ineficaz ou, pior ainda, alguns ajudaram a aumentar a transmissão do vírus».

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Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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